| Força de
vontade, a resistência às paixões Qualidade que tem o escopo de
evitar a timidez e o desânimo Quando se fala em espírito, com alusão aos
seus atributos, há que se admitir, na consonância das concepções delineadas
pelo Racionalismo Cristão, que se está referindo a luz, inteligência, vida,
poder criador e realizador, condição imaterial, indivisibilidade,
eternidade, evolução e, sem qualquer dúvida, em Partícula da Inteligência
Universal, que tem movimentos vibratórios que emanam de um núcleo, do todo
em si, como parte integrante deste.
No que concerne aos atributos do espírito, sobre os quais se discorrerá no
desenvolvimento desses estudos, podem assim ser ordenados:
Força de vontade e consciência de si mesmo;
Capacidade de percepção e inteligência;
Poder de raciocínio e faculdade de concepção;
Equilíbrio mental e lógica;
Domínio de si mesmo e sensibilidade; e
Firmeza de caráter.
Logo de início pode-se afirmar que a força de vontade é um atributo de suma
importância, já que é este o responsável, indubitavelmente, pelo triunfo do
ser humano em qualquer campo de atividade no decorrer de uma encarnação que
foi adredemente preparada e arquitetada pelo próprio espírito em seu mundo
de estágio, em Plano Astral, no intervalo de uma encarnação para outra,
antes de se aportar neste mundo escola, o Planeta Terra.
Dita Força, se bem empregada, tem o escopo de evitar a timidez, o desânimo,
o enfraquecimento, já que oferece um antagonismo à subjugação e às fraquezas
tão comuns entre os encarnados, às paixões desenfreadas, aos destruidores
vícios e aos intemperados desejos. A força de vontade, segundo falsas
concepções, é, por vezes, confundida com desejo, quando, na realidade, têm
tais expressões significados totalmente opostos.
Entrementes, numa análise mais acurada, vê-se que é no atributo da
consciência de si mesmo, cuidadosamente planejada em Plano Astral para um
modus vivendi na Terra, e que faz com que este não vacile e que fique dentro
de suas possibilidades. Dessa forma, não perde, o espírito, a energia que
possui. É graças a essa consciência que tem lugar a auto-apreciação, deixa
de existir a vaidade ou falsa modéstia que, via de regra, é notória nos
viventes terrenos.
É por isto que o encarnado vivente volta-se para os aspectos da
simplicidade, adquire a equanimidade nos seus atos e manifesta tendências de
respeito para com o semelhante, emergindo a consciência da origem comum de
todos os seres que, por sinal, cursam as mesmas etapas evolutivas a que
todos os seres encarnados (espíritos) estão sujeitos.
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