Fortaleça a sua irradiação

Luiz Reis Ormonde

O raciocínio vigoroso, livre de idéias pré-concebidas, deve afastar o materialismo 

Irradiar (para desligar o pensamento das coisas materiais, não para pedir) às partículas da Força Criadora que já não precisam reencarnar ( espíritos do Astral Superior) para que suas ondas de pensamento repletas de vigor cheguem até você para que não fique deprimido, por exemplo, mas não raciocinar, antes de irradiar, para afastar de si idéias errôneas divulgadas através da imprensa ou diretamente por profissionais, a respeito de herança genética de características psicológicas, tendência genética à depressão etc., perturba a harmonia das ondas de pensamento durante as irradiações e enfraquece (às vezes até torna impossível) a recepção das ondas de pensamento irradiadas pelo Astral Superior.

Imagine que você tivesse que competir numa corrida mas alguém, mentindo para prejudicá-lo, dissesse ser médico e que você estava com febre. A dúvida sobre sua máxima possibilidade de desempenho faria você perder. A dúvida sobre a máxima eficácia das irradiações do Racionalismo Cristão faz você desperdiçar a maior parte de seu efeito benéfico.

Outra forma de compreender é visualizar isso da seguinte forma: imagine um mar revolto, com o vento soprando de forma inconstante, ora forte, ora fraco (suas dúvidas). Esse é você e suas ondas de pensamento. Imagine agora ondas velozes, vigorosas, cheias de energia, todas iguais, num mar estimulado por um "vento" constante. Essas são as ondas de pensamento do Astral Superior. Não poderão beneficiá-lo pois as suas ondas de pensamento não serão interpenetradas pelas do Astral Superior. A interação só ocorre quando há sintonia e sintonia só ocorre quando há semelhança entre as ondas de pensamento. Sem sintonia haverá um choque.

Se você não emitir pensamentos seguros, mesmo que sem muita intensidade, não será estimulado pelas ondas de pensamento do Astral Superior.

O raciocínio vigoroso, livre de idéias pré-concebidas, deve afastar o materialismo. Raciocine antes, reflita, e afaste de si as incertezas.

Ninguém apresenta tendência à depressão, por exemplo, ou ao alcoolismo, por causa de um gene ou mesmo da totalidade da informação genética que herdou de seus pais. A cor dos olhos é, sim, determinada por genes, mas posicionamento indeciso, fraco, diante das dificuldades da vida, é resultado do aprendizado insuficiente nas encarnações anteriores somado ao aprendizado nesta. 

Chega de materialismo! Não sejamos papagaio, a repetir sem raciocinar.

Teses de mestrado, doutorado etc. não significam necessariamente inteligência. Muitas vezes, são apenas dedicação aos estudos, aceitando sem pensar o que vem sendo dito, dando toques de pretenso "requinte" a uma pseudociência, porque baseada em premissas falsas.

O obscurantismo místico não pode ser substituído pelo obscurantismo pseudocientífico. Não pensem que são prisioneiros de um destino determinado pelos genes. São senhores absolutos de si mesmos, como partículas da Força Criadora já auto-conscientes.

Não permitam que as dificuldades da vida os transformem em presas acuadas pelo sensacionalismo de afirmativas incorretas.

Não permitam que o enfraquecimento faça com que, covardemente, digam: “São meus genes. Talvez eu tenha uma tendência genética à depressão”. A serotonina, tão falada em relação à depressão, é um neurotransmissor assim como a adrenalina, que é liberada quando, por exemplo, um animal precisa escapar, lutando ou fugindo, de outro que quer matá-lo para alimentar-se. A adrenalina é liberada para que o coração bata mais rapidamente e mais sangue seja levado para os músculos para que o animal possa fugir ou lutar. Contudo, raciocinem, não é a adrenalina que faz o animal desejar fugir ou lutar e nem o que faz a escolha entre essas duas opções. O que deseja fugir ou lutar, e escolhe, é a partícula da Força Criadora individualizada, ainda que precariamente, no animal. Dizemos precariamente pois só no homem essa individualização é completa.

Em virtude da complexidade da estrutura social, com múltiplas expectativa e frustrações, não será a elevação da quantidade de neurotransmissores que nos fará felizes.

Até quando o estimulante cafeína nos mantém acordados? Até quando, se pudesse fazê-lo (lembremos do efeito placebo já citado em artigos anteriores), a serotonina nos manteria "felizes" ? E os efeitos colaterais do desequilíbrio artificialmente provocado em relação à quantidade usualmente presente no organismo? Ah, já sei, se der certo, para manter o efeito, você vai tomar outro comprimido de outra droga química e aí outro e outro... quem sabe mais alguns para contrabalançar os terríveis efeitos colaterais!

Terriveis mesmo, pois, no livro dos autores Mallakh e Ghaemi Depressão bipolar, publicado aqui pela editora Artmed em 2006 e nos EUA pela American Psychiatric Publishing Inc., está dito, na página 131, o seguinte: Um relato recente de Jick e colaboradores (2004) sugere que o risco para comportamento suicida aumenta no primeiro mês após o inicio do tratamento com antidepressivos – em especial nos primeiros nove dias.

Auto-reconhecer-se como partícula individualizada da Força Criadora é tornar-se livre, verdadeiramente livre. 

(O autor é militante da Casa-Chefe, médico da UFRJ, professor adjunto da UGF)

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