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Um sonho, um objetivo: ajudar pessoas
Tharsila Prates entrevista Glícia Prates Santana Aos 26 anos, a jovem Glícia Prates Santana encontra tempo para se dedicar às aulas de Psiquiatria e também participar das atividades da Casa-Chefe do Racionalismo Cristão, onde é militante. Morando no Rio de Janeiro há mais de seis anos, Glícia enfrentou o desafio de viver longe da família para realizar o sonho de fazer uma boa faculdade e se formar. Hoje, ela divide o tempo entre a residência médica em Psiquiatria e a dedicação à Doutrina, a cujos princípios foi apresentada desde cedo. Nesta entrevista, a jovem fala sobre como conseguiu superar os desafios, sobre os seus sonhos e dá um recado aos mais jovens: "Acreditem de verdade em seu potencial e confiem na grande força que existe dentro de cada um". Confira o bate-papo: A Razão - Por que você escolheu fazer medicina? Glícia Prates Santana - Meu sonho sempre foi o de trabalhar cuidando das pessoas de alguma forma. Tive dúvida entre psicologia e medicina e, após pesquisar sobre as duas profissões, me decidi seis meses antes do vestibular. Na medicina, temos a oportunidade de aliviar, ou pelo menos minimizar, dores e sofrimentos, de ajudar as pessoas no momento em que mais precisam de cuidados. Isso me despertou paixão pela área. Como foi sair da cidade natal (Vitória da Conquista - BA) para estudar em Belo Horizonte e depois no Rio de Janeiro? – Era preciso ir atrás de um objetivo, pois minha cidade não tinha, naquele momento, os cursos que pretendia fazer. Não é fácil abdicarmos do conforto de morar com a nossa família e irmos para um lugar desconhecido. Mas foi e continua sendo uma experiência maravilhosa para meu amadurecimento. Quais lições você tirou da vivência longe da família? – Aprendi a valorizá-la ainda mais, a buscar o apoio e o carinho de pessoas amigas para me adaptar, além de lidar com contas e "coisas de dona-de-casa"; a tentar me encontrar, ter paz de espírito para, nos momentos em que estava só, não sentir solidão. Como foi a escolha da Psiquiatria? – Entrei para a faculdade pensando em fazer Ginecologia e Obstetrícia. Nessa época, pensava que psiquiatra era "médico de maluco" e tinha muito preconceito pela área. Então, ao conversar com amigos, assistir às aulas e palestras e buscar o que de fato é a Psiquiatria, me identifiquei de imediato e foi despertado em mim verdadeiro amor pela especialidade. Por que você quer ser psiquiatra? – Existem muitos motivos para isso. Considero Psiquiatria a área mais humana da medicina. Preocupamo-nos não só com as desordens físicas, mas com as questões pessoais, familiares e sociais dos nossos pacientes. Tenho verdadeira paixão por estudar o que são e como se desenvolvem as doenças mentais, o que é possível fazermos com auxílio da ciência médica para ajudar a aliviar tantos sofrimentos. Entender o mecanismo de ação das medicações, apesar de saber que são apenas uma parte de todo o processo terapêutico. Quero muito pesquisar, entender o porquê de muitas questões que dizem respeito à interação do psiquismo com o corpo. Acredito que a especialidade tem evoluído muito nos últimos anos e vemos estatísticas que comprovam a presença considerável em nossa sociedade de problemas como depressão, ansiedade, insônia, estresse, transtornos alimentares, esquizofrenia e tantos outros. A tendência é que tenhamos cada vez menos preconceito e valorizemos a necessidade de tratamento dos transtornos psíquicos. A Doutrina influenciou na escolha? – Sem dúvida. De que forma? – Aprendemos com a Doutrina que somos um composto de Força e Matéria. Acredito que não devemos ficar em nenhum extremo. Ao contrário, aliar os conhecimentos da vida fora da matéria aos conhecimentos da ciência médica só trará benefícios para que possamos melhorar o tratamento das doenças psíquicas. Como você encontra tempo para se dedicar à Doutrina? – Procuro fazer as irradiações pela manhã e à noite e, sempre que possível, leio o jornal A Razão e os livros do Racionalismo Cristão, que tanto me inspiram. Freqüento o Racionalismo Cristão uma vez por semana e conto muito com a compreensão de outros militantes da Doutrina quando preciso faltar por motivo de estudo, trabalho, viagem ou outros compromissos. Foi essa flexibilidade que me permitiu trabalhar na Doutrina, apesar do tempo corrido. De que forma você participa das atividades? – Freqüento a Casa-Chefe, onde sou militante, uma vez por semana. Tal freqüência foi compreensivamente autorizada pelo nosso presidente, em resposta a uma carta que escrevi. Gosto também de ir à Associação Cultural Maria Cottas e a encontros com os companheiros da Doutrina. Quais princípios você faz questão de colocar em prática? – Tento pensar positivamente, desejar o bem para as pessoas e respeitar a opinião de cada um, já que aprendi com o Racionalismo Cristão que muito mais importante do que a orientação religiosa ou doutrinária de um indivíduo é o seu modo de agir, a forma com que trata seu semelhante, a maneira como aproveita sua existência para ser útil ao todo e cumprir seus deveres. Identifico-me muito com a nossa Doutrina por ter aprendido que não devemos ser fanáticos. Em vez de concordarmos com tudo de forma automática, devemos, sim, raciocinar sobre cada princípio e idéia, tirando as nossas próprias conclusões. O que espera realizar daqui pra frente? – Ainda tenho tantos sonhos... Alguns deles são: terminar a residência em Psiquiatria, fazer mestrado - quem sabe doutorado -, ser professora, viajar bastante, esforçar-me para conseguir ajudar ao máximo meus pacientes e também dar minha parcela de contribuição para nossa Doutrina. O que diria aos jovens que estão buscando afirmação profissional e pessoal? – Para acreditarem de verdade em seu potencial e confiarem na grande força que existe dentro de cada um para vencer as dificuldades e conquistar suas metas, tendo sempre em mente: vai dar certo! Numa fase em que temos tantas escolhas para fazer; decidir a profissão, analisar quais caminhos seguir, no que investir, o que é preciso mudar... Considero de indubitável importância nos conhecermos como Força e Matéria e aprendermos como saber viver, pois desde o início estaremos fazendo boas escolhas e aproveitando bem o tempo neste mundo-escola. |
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