Thereza Freire Vieira
Muitas
pessoas pensam
que velhice é uma
fase
triste da
vida e
até parece
que têm
vergonha de
sorrir,
quanto
mais
dar uma boa
gargalhada.
Se as
pessoas soubessem o
bem
que faz uma
risada... É
um
tônico, uma
vitamina
que traz
conforto,
sensação de
bem-estar, de relaxamento.
Não acredita? É
só
experimentar.
Lembro-me do
tempo de
colégio.
Quando
não
tinha nada
para
fazer e começava a
surgir a
tristeza, dizia: “Vamos
brincar de
dar
risada?” Começava
com uma
coisa
sem
graça e de
repente explodia
em gostosas gargalhadas,
que muitas
vezes continuavam
durante
longo
tempo. Esquecia da
chuva, do
mau
humor, da
tristeza, das
coisas
ruins
que estivessem acontecendo.
Seria interessante se as
pessoas, ao
envelhecer,
não se deixassem
dominar
pela
tristeza
sem
motivo,
pela rabugice, pelas más
conversas,
críticas
ou
mágoas. A
raiva, o
rancor, o
ódio contraem a
musculatura
fácil e
nos envelhecem
mais
depressa. Se substituíssem
cada
idéia
negativa
por
um
sorriso,
por uma boa
risada, veriam
que é
vantagem. Relaxe,
nada
melhor
que uma boa
risada
para conseguirmos
um
bom relaxamento.
É
questão de
prática. É
perguntar a
si
mesmo
todos os
dias: “Já sorri
hoje?
Já dei uma boa
risada?” Há
pessoas das
quais
todos se afastam
porque estão
sempre emburradas,
face contraída e
mais enrugada. E
não sabem
por
que as
pessoas se afastam. É
medo.
Chatice enjoa, aborrece, contamina e é
bom
dar
distância...
O
riso deve
ser cultivado,
pois o
resultado será
rápido e
muito
melhor do
que se pode
esperar. É
um
tipo de
ginástica
fácil.
Não
custa
nada,
não é
preciso
sair de
casa
nem frequentar
academias
ou
escolas e costuma
trazer
alegrias.
Não se constranja,
ria
sempre e,
quando
possível,
dê uma boa
gargalhada, e verá
que será
mais
comunicativo.
Não tenha
vergonha de
rir, de
dar boas
risadas
quando
achar
graça
em alguma
coisa, e
não faça
conta de
rir
sozinho,
não tenha
medo de
que
quem o veja ache
que está birutando. Se
alguém
achar
ridículo,
não se importe,
não faça
caso. O
que importa é
que
sua
vida será
bem
melhor. Descontraia-se, relaxe.
(A autora é médica
geriatra)
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