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Planejamento nas hierarquias
Carlos Alberto A. Yates As hierarquias são definidas pela abrangência de seus conhecimentos e ações. Quanto mais alta a hierarquia, mais profundo é o conhecimento, daí a possibilidade de um planejamento de possivelmente séculos ou dezenas deles à frente do nosso tempo.As hierarquias de um plano mais próximo à vida material preocupam-se com planejamentos de resultados mais imediatos. São passados aos reencarnantes quando da projeção de sua futura vida na Terra. As camadas hierárquicas mais superiores planejam ações cada vez mais voltadas para o futuro. São as pesquisas científicas, as invenções, os planejamentos urbanos e toda uma série de atos que visem a viabilizar e facilitar o progresso humano. Desde que alguns grandes aglomerados humanos atingiram a característica de civilização, tiveram em seu meio espíritos que os delinearam social, política, econômica, intelectual e espiritualmente. Muitos dos espíritos que reencarnaram nos antigos povos não foram entendidos, alguns até falharam, mas o certo é que houve a interferência de um planejamento hierárquico superior na constituição e tentativa de sua espiritualização. Esta espiritualização, que seria o ápice de qualquer civilização, em qualquer época, representa a vontade suprema de inteligências superiores, que, devido à ignorância dos primeiros reencarnantes, não pôde ser concretizada, ficando alguns traços da verdade, mas atingidos fatalmente pelo misticismo e religiosidade de inadequados continuadores. As altas hierarquias, que estavam comprometidas com a evolução da Terra, para cá mandavam seus expoentes, para ensinar, para remodelar. Desnecessário dizer que, quanto mais alta a hierarquia, menor o número de encarnados a ela pertencentes. Todo progresso que desfrutamos hoje já havia sido planejado, talvez há vários milênios. A implantação da nossa Doutrina por Luiz de Mattos, nos moldes que encontramos hoje, já fazia parte do planejamento astral, tanto que várias tentativas foram feitas. Entende-se que quanto mais evoluído o espírito que aqui reencarna, mais árduo e profícuo deve ser seu trabalho, visando sempre a colocar uma semente para o futuro, muitas vezes distante. O aparecimento do Racionalismo Cristão na face da Terra era uma questão de tempo. Dependia de uma confluência de dois fatores principais: a projeção dos princípios na Terra e espíritos preparados para recebê-los e lhes dar continuidade. A primeira condição as Forças Superiores nunca deixaram faltar em todas as civilizações, mas a segunda dependia do aprimoramento lento e gradual dos reencarnados. E isto só foi atingido em 1910. Foi uma vitória das Forças Superiores numa verdadeira guerra contra mentes trevosas, consumando-se aqui o planejado desde, provavelmente, a formação deste mundo, que tanto iria carecer, como todo mundo-escola, de algo capaz de alavancar o progresso dos seus habitantes, preparando-o para ascensão, já projetada, a categorias mais elevadas. (O autor é Militante da Filial Porto Alegre, RS.) |
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