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Como lidar com o homossexualismo
Wilson Carnevalli Filho O que você faria se seu filho ou filha dissesse que é homossexual? Você o (a) expulsaria de casa? Bateria nele(a) até descarregar sua raiva? Ficaria em silêncio se perguntando onde foi que errou? E se um amigo, amiga ou parente resolvesse abrir-se e lhe contar? Você se afastaria, o recriminaria, o esbofetearia, chamando-o(a) de sem vergonha? Se você é um racionalista cristão pode estar imaginando que isto jamais vai acontecer no seu lar. Cuidado, conheço lares estáveis, com bons ambientes, que tiverem de enfrentar esta situação. Portanto, pode acontecer. O homossexualismo é reportado há séculos, sempre esteve presente entre os humanos. A ciência não conseguiu encontrar uma causa para o fenômeno, religiões o recriminam de forma dogmática, o espiritismo fala em atavismo, mas, além de questionável, não tem sentido prático algum. Afinal, o que vamos fazer com esta informação? Matar a curiosidade? Ter o que falar? LIVRE-ARBÍTRIO. Essa situação ganha cada vez mais notoriedade, porque há uma corrente de pensamento que, desde a década de 60 do século passado, vem ganhando espaço entre as mais conservadoras na sociedade ocidental, defendendo a eliminação de todo tipo de preconceitos e amarras emocionais, dando cada vez mais liberdade para que cada um tenha o direito de exercer seu livre-arbítrio. Surgem perguntas: E isto está certo? Não é imoral? Como o Racionalismo Cristão se defronta com essa situação? Vamos assistir a isto sem emitir nossa opinião? Sem respostas imediatas para tais questionamentos, podemos inverter o enfoque: o que é errado? Temos então ampla e incontestável argumentação. Errado é alimentar pensamentos sexuais. Errado é dar vazão a desejos originados pelo instinto sem o freio da razão. Portanto, errados estão aqueles que exalam sexualidade, que veem maldade em tudo a sua volta, que buscam seduzir e ser seduzidos; que desmancham lares e relacionamentos por aventuras sexuais; que se influenciam com toda a sensualidade reinante em nossa sociedade, consumindo revistas, filmes pornográficos e tudo o que a indústria do sexo oferece. Erradas estão as pessoas que imaginam estar exercendo seu livre-arbítrio, quando na verdade estão sendo fantoches dos instintos, deixando a força que a natureza colocou no sexo, para perpetuação da espécie, governar a sua vida. Isto não é exercer o livre-arbítrio. Isto é deixar-se levar, entregar-se aos prazeres materiais, decidir pelo mais fácil. A proposta é de um artigo sobre homossexualismo, mas acabamos falando de sexualidade. Homo ou hetero. Conheço homossexuais que lidam muito bem com a situação. São centrados, têm relacionamento duradouro, sério e talvez nem percebesse que formam uma dupla gay, se não os conhecesse e soubesse da sua história. Como recriminar essa conduta? São pessoas que estão trabalhando duro pela sua evolução, estudam, são voluntários e procuram contribuir de alguma forma para uma sociedade melhor. Em outras palavras, estão exercendo seu livre-arbítrio de fato, fizeram apenas uma opção diferente do normal. É uma exceção? Talvez sim, mas talvez também a questão seja outra. Voltando ao início: se um dia isto acontecer em nossos lares ou à nossa volta, espero que tenhamos a sabedoria para orientar nosso filho (a) ou amigo (a) para exercer de fato seu livre-arbítrio. Sem dúvida, nossa tarefa mais desafiadora. Sendo ou não racionalista cristão. (O autor é diretor da Casa-Chefe e conselheiro da Filial São Paulo) |
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