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O honesto pode bater no peito
Waldemar Bordone Como chegar feliz ao final da passagem pela Terra Pela grandeza do Universo, é o homem um pequenino ser, mas uma completíssima máquina dotada de todos os recursos e que tem livre-arbítrio. Quando ele é voltado para o bem, constrói; ao contrário, destrói. Os bens materiais, o tamanho, a cor não fazem o homem, que é medido por seu caráter, seu modo positivo, suas ações, sua honestidade, suas virtudes – essas, sim, são as medidas. Infelizmente, falta o poder de igualdade ao homem, que está enraizado na ganância, no egoísmo, no racismo. Não está satisfeito com o que possui, querendo sempre mais, ainda que tenha que explorar seu semelhante. A ganância prevalece. O homem teria que tomar por base os animais irracionais, que vivem em harmonia em seu habitat, não havendo desigualdade entre eles. É um por todos e todos por um. É certo que o homem tem aspirações para o seu padrão de vida, um viver decente, nunca se expor à ganância. Ao vaidoso de seus bens materiais falta o esclarecimento de que tudo que cobiça, que hoje lhe pertence, amanhã não mais será seu, tudo é passageiro na Terra; ficam, sim, as ações praticadas, marcas de honestidade, bondade com seus semelhantes, o que seu lado bom cultivou com amigos, com o trabalho. Essas virtudes é que dão tamanho ao homem. Quando o ser humano descobrir que em seu interior existe amor e souber usá-lo será a prova de que está saindo do materialismo, chegando à realidade. O ser tem suas vontades firmes no pensamento, não se deixando levar pela opinião alheia, não fazer porque o outro fez, não ir porque o outro foi, não beber porque o outro bebeu. É preciso firmeza, fazer o que acha adequado, não ser como a folha seca levada pelo vento. Não pensar nunca no milagre, no pecado, nada disso existe. É preciso encarar a situação, seu modo de viver, porque nada lhe cairá do céu, é preciso a aplicação de seus esforços. Nada valerá fortuna adquirida por meio de jogos, trapaças, de ludibriar seu semelhante. Terá que ser conseqüência de seus esforços, sua raça e dedicação ao trabalho. Isso, sim, é honestidade. Feliz é aquele que pode bater no peito e dizer: “Hoje sou venturoso, devo ao trabalho o que sou. Não roubei, não explorei. O que tenho é fruto da minha dedicação.” Ao findar seu ciclo material neste mundo, a alma desse homem não deverá ter vergonha do seu passado, ao contrário, deverá ter orgulho do que fez no transcorrer de sua passagem em vida material. Deverá o homem deixar cravado o seu rastro, rastro firme, rastro marcante, que o passar dos anos não apagará, resistindo às intempéries, mantendo-se intacto, visível tal qual quando pisou. (O autor é freqüentador da Filial Vila Mariana, SP) |
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