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O Correspondente Ilha de São Miguel, breve histórico
No início, um cômodo na residência do presidente; agora, uma sede.
Na visita que fez a Portugal, ainda na cidade do Porto, o vice-presidente da Casa-Chefe, sr. Gilberto Silva, recebeu do presidente do Correspondente Ilha de São Miguel (Açores), sr. Horácio Teixeira Machado, um bem elaborado documento sobre a história da Casa.
O dossiê inclui fotos da fachada e das dependências da sede do Correspondente e páginas do jornal que seus dirigentes editaram de julho de 1931 a junho de 1933, ao qual deram o nome de A Razão, o mesmo da publicação da Casa-Chefe.
O documento contém, ainda, a correspondência trocada em 1930 pelo sr. João Pacheco Machado, um dos pioneiros da Doutrina nos Açores, e o então presidente do Racionalismo Cristão, Antonio Cottas. Autorizada a instalação, o Correspondente começou a funcionar com oito pessoas na organização da corrente para a limpeza psíquica.
As primeiras sessões foram realizadas em instalações anexas à residência do presidente. Houve pressões clericais, que foram superadas com esforço. De 1939 a 1955, o Correspondente funcionou em uma dependência da residência do presidente. Nesse ano, ele construiu nos fundos da casa um prédio onde se realizavam as sessões, com acesso pela lateral da residência, passando despercebido às autoridades policiais.
Em 1960, iniciou-se o treinamento de um médium, a senhora Maria Inês Gouveia, que tinha sido desobsedada nessa Casa na década de 30 e que desencarnou aos 87 anos de vida física, em 1993. Meses depois, passou-se a fazer também sessões de desdobramento, funcionando nos moldes de uma Filial, sendo seu presidente astral Paulo Crato.
"Em março de 1976, com a desencarnação do então presidente, passamos nós a ter essa responsabilidade.
Há aproximadamente um ano o Correspondente está instalado em novo prédio, com fachada voltada para a rua, tem acesso exclusivo e é dotado do mínimo indispensável: átrio de entrada, secretaria, instalações sanitárias, salão e quarto de formação das correntes.
As condições físicas para a continuidade da Doutrina estão criadas, fica-nos a preocupação de quem irá prosseguir depois de nós", registra o Horácio Teixeira Machado no dossiê.
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