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Imortalidade da alma
Desde a Antiguidade sábio procuravam esta verdade
A vida espiritual, embora sendo mais divulgada na atualidade, é estudada desde a Antiguidade. Muitos sábios foram em busca desta verdade muito antes de Jesus, o Cristo. O Racionalismo Cristão, sendo a Doutrina do Mestre Nazareno, do Padre Antônio Vieira, implantada e codificada por Luiz de Mattos, foi o resultado de grandes pesquisas para que pudessem chegar à condição de ser levados à humanidade os valorosos ensinamentos da vida espiritual, para que as criaturas tenham meios de seguir um caminho retilíneo, uma trajetória de vitórias conquistadas pela compreensão e convicção da sua composição astral e física e o seu papel como partícula da Força Criadora em constante evolução.
Vamos voltar no tempo, 2400 anos antes de Cristo, no antigo Egito, onde se adoravam deuses de pedra em rituais até mesmo macabros. Praticamente todos eram devotos destes deuses. Porém havia pessoas que não concordavam com tais práticas, porque, mesmo que rudimentarmente falando, essas pessoas tinham convicção de que algo muito superior existia e estava acima dos homens e dos seus deuses de pedra. Nesse tempo havia as sacerdotisas e pitonisas, que eram grandes instrumentos mediúnicos, totalmente resguardadas em templos com vigilantes, pois eram intocáveis, invioláveis.
Os sacerdotes responsáveis pelas sacerdotisas eram íntegros e fiéis, mantendo a segurança delas, pois eram utilizadas por suas faculdades mediúnicas – vidência, clarividência e desdobramento – para realizar trabalhos de ordem espiritual que muitas vezes ajudaram os grandes faraós.
Em 2400 aC reinava no Egito Hatshepsut, a primeira mulher a dirigir um Estado-Nação. Era filha de Tutmés e esposa de seu irmão Tutmés II, pois naquele tempo era permitido o casamento entre irmãos para preservar a dinastia dos faraós. Essa grande mulher, ao ficar viúva, não só conseguiu um reinado de glória como também conseguiu criar seus cinco filhos.
Certa vez sua filha de nome Neith ficou muito enferma e foi visitada várias vezes por pessoas que cuidavam de doentes, mas foi completamente desenganada. A rainha foi avisada da proximidade da morte da filha. Quando se esgotaram todos os recursos, vendo a filha estendida no leito, Hatshepsut eleva o pensamento e diz: "Que os deuses do Egito me perdoem neste momento de tanta aflição, porém, se realmente existe algo que seja superior a eles e a todas as dinastias que já passaram, que salve a minha filha, pois ela é muito preciosa e, como mãe, não quero perdê-la agora, principalmente porque é tão jovem".
Ao elevar esse pensamento, por ter a mediunidade da vidência, Hatshepsut vê um facho de luz descer sobre a jovem filha e cobri-la por inteiro em segundos. Então a filha abre os olhos e a reconhece novamente, e dali para a frente foi recuperando a saúde até ficar totalmente sã. O que ocorreu é que a filha estava enferma do espírito.
Outro caso ocorreu no mesmo país 1400 anos antes de Cristo, na dinastia de Amenofis, com o herdeiro do trono, o grande faraó Akenaton,espírito de grande elevação e evolução. Trazia consigo grandes conceitos da imortalidade da alma, tanto que foi chamado de o Faraó Louco, porque sua conduta e seus atributos em nada condiziam com os preceitos egípcios. Naquele tempo ele já falava de uma força superior que a tudo regia, e que, portanto, os deuses de pedra de nada valiam. Para o povo egípcio da época isto era loucura. E como esse povo deitava nos prazeres e gozos terrenos, porque achava que tudo era permitido pelos deuses, não se adaptou ao reinado de Akenaton.
Em conseqüência, o faraó reuniu os seus seguidores, mudou a capital do Egito, que era Tebas, onde foi construído o seu próprio palácio.
A construção tinha na frente uma grande sacada, para que todos pudessem estar ali pela manhã e à noite para dirigir seus pensamentos e onde pronunciavam algumas palavras de alto significado espiritual dirigidas ao Sol, porque naquele tempo as pessoas precisavam ver para acreditar. Por isto o Faraó mencionava sempre o Sol como um referencial da suprema força criadora. Seu próprio nome significa Filho do Sol. E assim todos os seguidores do faraó foram fiéis a esses princípios, formando uma sociedade espiritualista.
Naquele tempo era muito comum construir as câmaras mortuárias onde eram sepultados os corpos mumificados dos que reinaram, juntamente com seus pertences, pois mesmo sendo o povo egípcio adorador de deuses falava que a alma daquele partia um dia voltaria e retomaria o corpo. Só que o povo pensava que seria o mesmo corpo, por isso o mumificavam. Em conseqüência quantos e quantos espíritos ficaram presos na Terra, porque ligados a um corpo que não se decompunha facilmente, devido a ungüentos e outros produtos com que eram banhados e depois cobertos por tiras de pano. Esses espíritos ficavam ligados também aos pertences materiais. Provavelmente passaram séculos e até milênios sem a devida conscientização da desencarnação, promovendo assim sua própria falência espiritual.
Akenaton, porém, tinha outra visão. Adoeceu gravemente aos 53 anos e, vendo que o tempo lhe era curto, chama o comandante de seu exército e sua criada de confiança e lhes pede em total sigilo um favor. Disse-lhes: "Meu tempo aqui está se findando, não tenho mais força para continuar vivendo. Por isso, quando a minha morte chegar, quero que vocês vão até à Casa dos Mortos e tragam um corpo, para ser substituído pelo meu. Façam vocês mesmos a mumificação, vistam nesse corpo a minha indumentária para seguir os rituais. Porém o meu corpo quero que seja envolto em um saco de pano e enterrado nas areias do deserto do Saara, porque só assim a minha alma partirá em paz para o mundo de onde veio." E assim ocorreu como ele próprio quis.
Numa recente escavação descobriram que a múmia sepultada na câmara de Akenaton não era dele, o que foi comprovado cientificamente pelos arqueólogos, conforme vimos em um programa de TV a Cabo.
Estamos citando aqui apenas dois casos, mas houve muitos outros que a própria história registra e que não citaremos para não alongar este texto. Porém, fiquem certos de que a vida do espírito é eterna e um constante recomeçar, pois por este planeta depurador passaram grandes espíritos que muito contribuíram para esclarecer a humanidade, que até hoje caminha devagar no âmbito da esfera espiritual. O Racionalismo Cristão, por não ser seita ou religião e sim uma Doutrina filosófica, racional e científica, é o único a varar os tempos para formar uma humanidade mais esclarecida, mais cristianizada, fraternal e próspera.
Lília Rodrigues da S. Paiva
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