Independência do Brasil

A independência do Brasil, em 1822, começou a ganhar contornos com a chegada da corte portuguesa ao Brasil: Dom João VI e sua família, fugidos de Portugal após a invasão do país por Napoleão Bonaparte.

Houve a abertura dos portos brasileiros às nações estrangeiras  (leia-se Inglaterra); a promoção de embelezamento do Rio de Janeiro, por meio de uma reforma urbanística; a realização de bailes e festas pela Corte; e outras medidas tomadas por volta de 1815. Tudo isso movimentou a vida social, econômica e política do Brasil, então colônia de Portugal.

Ao mesmo tempo em que as medidas agradavam ao Brasil, provocaram ciumeira das elites portuguesas. Afinal de contas a autoridade política de Portugal – Dom João VI – estava trabalhando no e pelo Brasil e não por Portugal.

Por causa disso, estourou por lá a Revolução Liberal do Porto, cujo objetivo era reestabelecer a soberania política portuguesa, limitando os poderes do rei.

O resultado disso foi a volta forçada, em 1821, de Dom João VI a Portugal e a nomeação de seu filho, Dom Pedro I, como príncipe regente do Brasil. O príncipe agora deveria dirigir nosso país no lugar do pai.

Dom Pedro I também tomou decisões, ao que parece, favoráveis aos brasileiros, como a redução de impostos, mas que desagradaram os portugueses, que exigiram a volta de Dom Pedro I a Portugal. Em 1821, os brasileiros que defendiam a independência do Brasil organizaram um abaixo-assinado, exigindo que o príncipe ficasse em terras brasileiras. Toda essa luta resultou no famoso Dia do Fico, em que Dom Pedro I anunciou a sua permanência no Brasil, em 9 de janeiro de 1822.

Dessa data até 7 de setembro desse ano, dia da Independência, Dom Pedro I continuou implementando ações que desagradaram as cortes portuguesas. Por exemplo, nenhuma decisão em Portugal poderia ser adotada no Brasil sem o conhecimento do príncipe. Portugal tornou a pedir a volta de Dom Pedro I, que não aceitou e, aconselhado por vários brasileiros, proclamou a independência do país, às margens do Riacho do Ipiranga.

A verdade é que a independência do nosso país não representou, pelo menos imediatamente, uma independência social e econômica. Foi um ato político. Para se ter uma ideia, a abolição da escravatura só saiu em 13 de maio de 1888, 66 anos depois do grito da independência.

Teste

 

1. O que funciona hoje nas proximidades do que sobrou do Riacho do Ipiranga, em São Paulo?

a) Museu de Arte Moderna

b) Museu do Ipiranga

c) Casa da Independência

 

2. O que Dom Pedro teria exclamado às margens do riacho e que passou à história como o grito de independência?

a) Queremos a independência!

b) Ou o Brasil fica independente ou o micro-ondas vai começar a explodir as pipocas!

c) Independência ou morte!

 

3. A declaração de independência foi feita durante uma viagem de Dom Pedro I...

a) ... de Santos a São Paulo

b) ... de Minas Gerais a São Paulo

c) ... de Florianópolis a Nova York 

Respostas: 1.b; 2.c; 3.a

 

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