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Inolvidáveis pensadores
Adriano Custódio A humanidade é formada de criaturas materialistas e teimosasA história da humanidade foi construída em meio à disparidade espiritual dos homens, cuja necessidade se impõe diante do real objetivo do espírito encarnado: a evolução e o esclarecimento espirituais. No entanto, nem sempre esse objetivo se satisfaz, razão pela qual se torna inibido pela natureza humana, rebelde e indisciplinada. A humanidade é formada por criaturas materialistas e teimosas em galgar caminhos inidôneos e tortuosos, cultivando desde o sectarismo fanático de ideais controversos até as mais desumanas barbáries que a falta de esclarecimento pode levar um ser humano a cometer. É certo que as grandes obras somente se constroem à custa de abnegáveis esforços, cultivados pela galhardia de homens cujo desprendimento material os alavanca para a imortalidade dos bons exemplos a serem seguidos. Do rol dos ilustres imortais que ficaram perpetuados, para que seus exemplos sejam seguidos, não receamos citar alguns cujas biografias enaltecem as páginas da história universal. Há muito, o homem vem tentando desvendar os mistérios do mundo que o cerca, e assim foi com antigos filósofos, como Heráclito, que insistia em afirmar sua teoria de que tudo no mundo se transforma. Dessa forma, segundo o que dizia Heráclito, algo que parecia ter uma definição permanente, como um simples objeto, na verdade não o era, mas apenas o estava sendo durante determinado período, pois vinha continuamente sofrendo um processo de transformações, e a ação do tempo trataria de modificá-lo, assim como antes tinha feito. Esse processo de evolução das coisas, na verdade, corrobora a essência dos princípios naturais, racionais e imutáveis explanados pelo Racionalismo Cristão, em que não apenas a matéria se transforma, mas também a partícula de Força pertencente ao Todo, transformação esta inequívoca diante da evolução ao Grande Foco. Outro filósofo que se destacou por sua vida e obra foi Sócrates, cuja evolução, que o mantinha muito à frente do seu tempo, lhe deu destaque no trato das difusas considerações mantidas à sua época. Sócrates, no auge de sua vida, foi condenado por sua filosofia esclarecedora. Suas ações, que almejavam esclarecer as pessoas, foram incompreendidas por políticos e sofistas da época, motivo que o levou à pena de morte, mas com a dignidade que esperavam os seus seguidores, Sócrates tinha brava coragem, intrínseca em seu espírito, que, conhecedor da ignorância humana, discursou em seu leito de morte, deixando seu exemplo a ser seguido por todos que dele quiserem usufruir. Sócrates marcou uma era, e seus antecessores passaram a ser denominados pré-socráticos. O sábio francês René Descartes mostrou-se muito útil à racionalização do entendimento filosófico e metafísico. Desde tenra idade, destacava-se por sua maneira independente e profunda de raciocinar acerca das coisas, não aceitando as opiniões sem antes raciocinar sobre os ensinamentos que lhe eram transmitidos. Já adulto, inclinou-se para seu método filosófico chegando à conclusão racional e científica que relacionou, com brilhantismo, a questão dualista corpo e alma a uma preexistência que denominava deus, mas de forma plenamente racional e opondo-se distintamente à filosofia da Idade Média. Contudo, de todas as obras erguidas no mundo Terra, a mais completa e profunda, a que mais atende à primordial necessidade do homem enquanto partícula da Inteligência Universal em evolução, foi a implantação do Racionalismo Cristão, a qual ocorreu em 1910 pelos inolvidáveis Luiz de Mattos e Luiz Alves Thomaz, espíritos que, devotados à luta incessante em prol do esclarecimento da humanidade, solidificaram e esclareceram a Doutrina que Jesus há muito tentara explanar no planeta. (O autor é militante da Filial Niterói, RJ) |
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