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Jesus, o Cristo, foi um deus, como afirmam as religiões?
Gilnei Castro Muller
Apresentamos nesta segunda parte do artigo que pretende mostrar quem foi Jesus, o
Cristo, mais argumentos que comprovam que ele foi um homem como qualquer outro e que em
sua última estada no mundo Terra teve um corpo constituído de Força e Matéria, como o
de qualquer outro ser humano. Vejamos: Jesus foi mesmo um Deus? As religiões lhe
atribuíram poderes divinos e uma pretensa filiação a um "Deus Pai" para
poderem reforçar esta idéia da divindade aos seus seguidores e, assim, facilitar a
imposição de seus dogmas cheios de mistérios e religiosidade. Em essência espiritual
todos nós, habitantes temporários do planeta Terra, podemos nos considerar verdadeiros
irmãos para ampliar uma amizade fraterna durante a trajetória terrena, e, assim, seria
Jesus um irmão mais velho nosso com muito mais experiência e conhecimentos para nos
transmitir.
Toda a evolução de Jesus como força espiritual foi feita exclusivamente por seus
próprios méritos, com muitas lutas e reencarnações sucessivas em países diferentes e
entre povos também diferentes, e jamais por uma suposta filiação divina a um "Deus
Pai todo Poderoso". Jesus, o Cristo, foi e continua a ser, um dos espíritos mais
evoluídos que reencarnaram voluntariamente no nosso mundo Terra, planeta escola. Ele
reencarnou para tentar reduzir o nível de brutalidade dos seres humanos da sua época,
mas, além de não ter sido compreendido, a igreja o divinizou e resolveu transformá-lo
em um Deus milagreiro e cheio de poderes sobrenaturais. Durante suas pregações para o
povo humilde que as ouvia, Jesus jamais se fez passar ou intitulou-se um Deus.
Também é falsa a atribuição que lhe dão de ter vindo como um redentor da
humanidade, no sentido de assumir os pecados ou faltas de todos os míseros pecadores
humanos.
Logicamente, podemos admitir que ele veio para dar exemplos de humildade e convívio
fraterno para todas as criaturas humanas, mas não para assumir como um "pára-raios
ou costas-largas" as faltas da humanidade ou parte dela formada pelos que se julgam
eleitos das religiões. Jesus foi um homem normal igual a todos que continuam até hoje,
reencarnado em um corpo do sexo masculino e nascido de uma mulher que lhe serviu de mãe
carnal. Biologicamente precisou de um pai e uma mãe para o gerarem como todos nós, sua
filiação divina é outra das invenções montadas pela igreja com a finalidade de melhor
impressionar os seus rebanhos de seguidores. Teve um corpo físico ou carnal composto de
Força e Matéria ou alma e Corpo, igual a todos nós. Apenas o seu adiantamento, a sua
evolução espiritual é que era muito maior do que a dos seus demais irmãos e
familiares.
As seitas religiosas que hoje usam seu valoroso nome como capa para explorar os humildes
e lhes impor seus dogmas a peso de dinheiro ou através de ameaças de diabos,
infernos ou destruições apocalípticas estão a cavar o seu próprio abismo, para
onde cairão mais cedo ou mais tarde! Jesus não foi um Deus, mas por ter o dom da
mediunidade conseguia, através da irradiação magnética de seus pensamentos positivos e
direcionados para o bem, realizar determinadas curas, nem todas aquelas que os
evangélicos lhe atribuem, que para a sua época foram tidas como milagres ou prodígios
extraordinários, mas que hoje sabemos que se enquadram dentro das leis naturais.
O próprio vocábulo "deus" está totalmente desfigurado, amesquinhado até, e
com o seu sentido adulterado pelos diversos significados que as religiões lhe atribuem,
de sentido completamente materialista, de acordo com os sentimentos ainda imperfeitos de
cada povo, servindo para criar um grande número de "deuses" diferentes que cada
religião adota de acordo com os seus dogmas e interesses.
Assim sendo, podemos afirmar que um único Deus Universal existe, mas não este
"deus bíblico" ou exclusivo dessa ou daquela religião. Esse Deus Universal,
como uma Fonte de Luz e de Sabedoria, rege com suas sábias leis eternas toda a humanidade
e não parte dela, como querem algumas seitas acreditar quando se julgam escolhidas ou
selecionadas. Podemos denominá-lo também como uma Inteligência Universal Suprema, como
uma Força Criadora ou ainda como uma Grande Luz que ilumina o universo infinito desde o
nosso humilde planeta terráqueo até a mais longínqua estrela ou o mais complexo
conjunto de galáxias. Enfim tudo que possamos imaginar, que se encontra ao nosso redor,
está sujeito ou regido pelas eternas e sábias leis provenientes desta Grande Luz
Universal.
O autor é presidente da Filial Santa Maria, RS
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