Laços de ternura

Heloísa Corrêa

O dia era 20 de outubro. O ano, 1956. A hora, 16h30min. O bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, recebeu uma verdadeira multidão para assistir à inauguração da nova sede do Racionalismo Cristão, na Rua Jorge Rudge, 119.

No saguão do belo edifício de arquitetura impecável foram colocados os bustos de Luiz de Mattos e Luiz Thomaz, esculpidos pelo artista italiano Coluccino. No dia 17, antes da inauguração, nosso Mestre amado Luiz de Mattos, entre agradecimentos aos que lutaram por tão grande obra, disse: "Precisamos de instrumentos capazes, corajosos valorosos que saibam que têm que lutar, que o viver não é um mar de rosas e, sim, canseiras e sacrifícios, porque 'nada de bom veio à Terra que não fosse guerreado', nada se fez de bom sem trabalho, sem sacrifício e sem renúncia, e os instrumentos do Racionalismo Cristão têm se esforçado, têm renunciado em muitas coisas, em ações, trabalhos e sacrifícios, e hão de renunciar ainda muito mais porque sabem que, sem isso, não pode haver vitória, e a vitória no Racionalismo Cristão está na persistência, na compreensão, na abnegação e na dedicação dos seus instrumentos (...) Todo aquele que é amigo da nossa Doutrina (...) é nosso amigo..."

As lágrimas enchem os nossos olhos, uma alegria imensa invade a nossa alma. O que mantém o Universo é o amor incondicional. Foi por esse amor que vieram Jesus de Nazaré, Antonio Vieira, Luiz de Mattos, Luiz Thomaz, Antonio Cottas, Roberto Dias Lopes e tantos outros.

Agora, dr. Humberto Machado Rodrigues e Gilberto Silva. Aos pares, envolvidos em laços de ternura e fidedignidade, fazendo por todos, pela humanidade, renunciaram e renunciam em nome desta Doutrina simples, singela, que espera que todos aprendam a se compreender, a ter paciência, a acolher todos que aqui chegam.

A palavra de ordem para esta humanidade sofrida é acolhimento. Vamos todos nos envolver em laços de ternura, porque a vida física vale a pena ser vivida. Jesus e tantos outros tiveram a vida física ceifada para ensinar que é através do amor que nos tornamos iguais. O cosmos e o planeta Terra estão em festa. É a luz se fazendo aos homens de boa vontade. É o Grande Foco nos envolvendo. É a brisa leve anunciando a irmanação e a alegria deles e nossa.

Hoje e sempre podemos afirmar: seremos mais felizes. Só quem tem laços de ternura pela humanidade trabalha por ela. Parabéns a esta grande escola que há meio século vêm distribuindo luz e clareando os caminhos deste belíssimo planeta azul.

(A autora é militante da Filial Santa Efigênia, Belo Horizonte, MG)

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