Lucília Rodrigues da Silva
Somos
livres
para
escolher,
mas na
estrada da
vida devemos
evitar
enganos
Todos
nós somos
livres
para
pensar e
agir.
Tudo
nos é
permitido,
mas existem
leis
materiais e
espirituais
que controlam
nossa
vontade no
equilíbrio da
sociedade e no
comportamento. Somos
racionais,
não podemos,
portanto,
deixar o
instinto
falar
mais
alto do
que a
razão.
Nosso
livre-arbítrio está
sujeito ao
querer
nem
sempre é
poder. Devemos
avaliar
bem
aquilo
que devemos
desejar,
ser
sensatos nas
decisões. Somos
livres
para
escolher,
mas na
estrada da
nossa
vida devemos
tomar
precauções,
evitar
enganos,
situações
que podem tornar-se perigosas. Se cometermos
falhas,
claro
que
nos alcançará a
mão da
justiça,
não
como
punição,
mas
para
nos
encaminhar à
senda da
prudência,
que abandonamos
ou esquecemos. As
leis
não
são
contra
nós...
mas
por
nós.
Devemos
saber
que
qualquer
violação
ou
transgressão terá consequências. Somos
livres,
então?
Sim, somos
livres
para
nos ajustarmos ao
equilíbrio, ao
bem, e,
para
isso, nascemos e renascemos
em várias
vidas
para repararmos nossas
falhas,
nossos
erros,
que, muitas
vezes, interferiram na
liberdade de
outra
criatura,
que submeteram ao
nosso
desvario,
sem
liberdade de
escolha,
vítimas de
nossa
insensatez,
orgulho,
maldade e
egoísmo.
Só avaliamos o
peso das
Leis
Naturais
quando
elas pesam
sobre
nós. A
liberdade
não
nos aniquila
nem interfere na
liberdade dos
outros.
Mesmo
que tenhamos trilhado o
caminho do
erro, das
faltas
graves, haverá
sempre possibilidade de retornarmos à
estrada percorrida e iniciarmos
novas
ações libertadoras.
O
mal
que praticamos
contra os
outros
sempre vem
contra
nós
mesmos No percurso da
existência há ramificações
cuja
liberdade de
ação
nos
leva aos
vícios,
erros, queda-livre
nos
desatinos;
em consequência colhemos
dor e
desespero. Podemos,
porém,
determinar
também,
pela
nossa
maneira de
agir,
trajetórias positivas
que
nos dão
alegria,
progresso e
paz.
O
mal
não é
imposto
pela
Força Criadora.
Saber
usar
bem
nosso
livre-arbítrio é a
maior e
mais
segura
forma de
liberdade.
Por
exemplo, o
dinheiro
em
si
não é
um
mal,
ele se transforma
em
alimento,
agasalho e
bem-estar. O
que faz
com
que o
dinheiro
não seja uma
força a
mover o
progresso,
não seja
bondade,
harmonia, é o
próprio
ser
humano. O
uso
que faz do
dinheiro é
que traz
grandes
tormentos,
por
meio da
ambição
desmedida, da
corrupção
que
aumenta a
fome,
que gera
guerras
que exterminam
inocentes.
O
dinheiro
não é
responsável
por
isso e
sim
aquele
que faz má
utilização dele. Se
mal direcionado, transforma-se
em
tragédia
para
aquele
que o utiliza e
até
para
humanidade,
caso
ele se converta
em
instrumento de
guerra,
armas e
pesquisas mal-intencionadas. Acredito
que vai
chegar o
tempo
em
que o
dinheiro perderá
sua
força, e haverá
outros
meios de o
homem
manter
seu
sustento e
bem-estar.
A
liberdade e o
equilíbrio mostram
claramente a inferioridade
ou a
grandeza do
espírito. O
ser
humano, sabendo
ou
não
usar o
livre-arbítrio, consegue
mostrar
claramente a
sua
natureza
para as outras
pessoas
cujos
sentimentos
são
mais
puros. É
aí
que entra o
Racionalismo
Cristão,
doutrina
que
leva as
pessoas a se ajustarem na
vida,
que
ensina
que devemos
unir
forças
para
ajudar
com
palavras e
com boas
ações. Esta
doutrina ilumina, pacifica, retifica e modifica
o
seres
humanos,
mas é
preciso
ter
persistência,
porque os
assistentes
ou
alunos de
hoje
serão os
mestres de
amanhã.
(A autora é
Militante da
Filial
Belo
Horizonte,
MG)
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