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Manoel Lavrador
Razão publicava em junho de 1940 O homem passa como a folha tomba da árvore ou a nuvem corre no espaço; tudo se transforma e tudo se dissolve neste mundo ilusório e repleto de surpresas. A matéria desaparece e, dentro em breve, o que amamos não passa de uma evocação de saudade primeiro, depois de uma sombra que vive na memória, como uma imagem refletida na superfície tranqüila dum lago... Para os que têm a certeza de que a vida terrena é passageira e que a morte do corpo é a libertação do espírito, Manoel Lavrador, irmão de Luiz de Mattos, o inolvidável fundador de A Razão, vive ainda nos relevantes serviços prestados à pátria, como republicano ardoroso que foi, lutando com Deodoro, que lhe dispensava grande amizade, e colocando-se mais tarde ao lado de Saldanha da Gama, de quem era amigo íntimo, vendo seu nome entre os onze generais deportados, exílio que suportou com grandeza de alma e valor. No dia 25 do mês passado, se ainda vivesse, contaria o dr. Manoel Lavrador 92 anos de idade. A ele, que tanto amou o Brasil, colocando-o acima de sua própria família, por ele sacrificando saúde e bens, rendemos, nestas linhas, nossa homenagem num preito de saudade Colaboração de José Carlos Ferro, militante da Filial São Paulo - SP |
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