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Maria Thomázia
Maria Teresa Gomes Seu nome completo era Maria Thomázia de Abreu Machado Antas, nascida em Portugal a 12 de outubro de 1861, coincidentemente, dia 12 de outubro é dedicado às crianças, e sendo assim, Maria Thomázia foi escolhida como patrona da Sala das Crianças na Casa-Chefe do Racionalismo Cristão. Como professora, tinha cultura admirável, conhecia profundamente o idioma português, e, por isso, foi agraciada pelo Real Gabinete Português de Leitura com um valioso prêmio, um verdadeiro destaque para a época, uma vez que os valores femininos eram pouco reconhecidos e destacados. Também, como sua filha, Maria Cottas, se entregava a trabalhos manuais, e se dedicava à pintura e também à confecção de flores, e com muita habilidade, suas flores eram tão naturais que se confundiam nas cores, texturas e formatos, imitando, com perfeição a exuberância da natureza viva, isto porque, não bastava apenas ser artífice, mas, procurar dar beleza e emprestar amor naquilo que se propunha a fazer. Maria Thomázia tinha uma postura imponente, conforme se observa em uma foto sua, no Solar Luiz de Mattos, no 3º andar, sala que leva seu nome, amplo espaço de leitura para os residentes desta magnífica instituição, última obra do nosso saudoso Antonio Cottas, visando o amparo e conforto dos companheiros que espontaneamente colaboraram na Doutrina ao longo de vários anos. Como todo ser humano neste tumultuado plano Terra, Maria Thomázia muito lutou, com valor e altivez, mostrando às mulheres racionalistas cristãs que a honradez, o trabalho, o amor e o respeito à família enaltecem e dignificam as mulheres, que, sem a menor dúvida, estão cada vez mais se dedicando a esta grandiosa filosofia, em todos os setores, quer nos Filiados, quer nos Correspondentes, no Brasil ou no exterior. Certamente, este espírito superior, que, quando encarnado, mostrou toda a sua plenitude, sente-se feliz e irradiando sempre pelas mulheres que hoje lutam ombro a ombro com os homens para a expansão da espiritualidade, o único caminho que conduz o ser humano ao equilíbrio e à paz, tão necessária quanto desejada por todos. (A autora é secretária da Casa-Chefe) |
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