Questões sobre mimar criança

Tharsila Prates

Se colocarmos a palavra “mimar” no Google – site de busca da internet –, encontraremos artigos sobre o assunto e letras de músicas românticas, mas não o significado da palavra. Este nem existe na versão online do dicionário Michaelis. Afinal, o que é mimar uma criança? É bom? É ruim?

Se mimar o seu filho significar, na prática, fazer-lhe todas as vontades, então será melhor repensar esse comportamento. Se for uma maneira de dar-lhe carinho e atenção, repreendendo-o quando necessário, mimar pode não ser uma má ideia, embora a expressão “criança mimada” tenha conotação negativa e, no popular, se refira a crianças choronas, birrentas, sem limites. Isso nada tem de engraçado.

O que é excessivo não é útil. Escrevendo sobre educação, Olga B. C. de Almeida, em Caminhos certos, afirma que a criança quer ser amada, mas repudia não só o amor que oprime como a ternura excessiva que lhe mata a iniciativa. Isso significa ser muito prejudicial encher a criança de mimos e carinhos exagerados a ponto de sufocá-la. Olga diz mais: “Não se esqueçam os pais de que, acariciando os filhos quando procedem bem e olhando-os friamente quando procedem mal, estarão agindo eficientemente sob o ponto de vista educativo”.

Mesmo não sendo especialista no assunto, sabemos que não há fórmulas para se educar uma criança. Dependerá das tendências e da personalidade que ela vai revelando ter ao longo dos anos. É com base nesses comportamentos que os pais devem ir reagindo e moldando os seus filhos dentro dos princípios de honestidade, caráter, noção do dever e tantos outros.

Vamos ficar com a bela frase de Olga B. C. de Almeida, também em seu livro Caminhos certos, que, se for posta em prática, se tornará um farol que guiará a educação dos pequenos: “Educar é aceitar o outro tal qual é, o que não impede de ajudá-lo a tornar-se aquilo que deveria ser”.

(A autora é jornalista e frequentadora da Filial São Paulo)

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