Mulher, seja feminina, mas evite a vulgaridade

Maria Cottas

Em vida física, procurei orientar as mulheres com carinho, às vezes até com certo rigor quando o assunto assim reclamava. Dava-lhes conselhos, para que se sentissem amparadas com a minha solidariedade e encorajadas para enfrentar e resolver seus problemas.

Agora, em plano astral, tenho da vida terrena visão bem mais ampla. Continuo com a mesma incumbência de levar minha palavra amiga às mulheres que estudam e praticam nossos princípios doutrinários, às que frequentam reuniões públicas nas casas racionalistas cristãs, às esposas, mães e avós. Recebem a minha assistência espiritual de igual forma as inúmeras mulheres que trabalham fora do lar para ajudar no orçamento doméstico e tantas outras que sustentam sozinhas os próprios filhos, em razão de contingências econômicas e de desacertos familiares. Daí a obrigação maior de orientar e incentivar as mulheres, para que, através do pensamento positivo, do raciocínio lúcido e da força de vontade em ação, se debrucem sobre os deveres inerentes que lhes cabe fazer nas várias etapas da vida. Para isso, devem estar sempre alertas aos atos que praticarem com moderação, respeito e amor aos familiares e aos semelhantes. Com seu preparo profissional e sua intelectualidade, também cabe às mulheres a participação ativa em todos os setores da sociedade moderna. No desempenho do labor diário, devem usar a sensibilidade inata, para que sua influência seja bem aceita e a convivência torne-se agradável.

Por observar com atenção o gênero humano, afirmo que não basta à mulher ser virtuosa e honrada, ter caráter digno de respeito. A boa aparência faz parte da sua índole e traz alegria. Sendo assim, é importante que seja saudável e se apresente bem vestida, com o apuro adequado às suas posses e de acordo com os ambientes que frequente, inclusive no lar. E bonita, sempre. A mulher tem obrigação de se cuidar, de ser feminina, de se enfeitar discretamente. Tudo que é atual pode ser aceito, desde que não descambe para a vulgaridade.

O Racionalismo Cristão afirma que o ser humano é aquilo que quer ser. Vivam as mulheres com acerto, esmerando-se na conduta e no aspecto, no bem-querer ao próximo e aos familiares. Não cultivem vaidades nem preconceitos. Tenham bom senso, disciplina, amor à verdade e ao trabalho, para bem desempenhar seu papel dentro e fora do lar com inteligência. Agindo dessa forma, estarão aptas a ser operosas, boas esposas, mães diligentes, amigas de suas amigas.

 

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