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Não esperem por milagres
Uns aplaudem, outros censuram, não aceitam, não gostam. Mas muitos desses que hoje não gostam, que censuram, que não aplaudem, no futuro irão modificando as suas atitudes, através do sofrimento, da dor e dos embates. Sabemos disso perfeitamente hoje, como espírito livre da matéria, e a criatura num futuro – não diremos muito próximo, porque isso até é ilusão –, mas sabemos que a humanidade aos poucos vai se remodelar. Ela vai combater os seus próprios defeitos e não procurará nunca combater os defeitos alheios. Ela irá, através do sofrimento, do trabalho, da luta, da compenetração do próprio espírito, dar combate àquelas coisas que mantêm o ser terra-a-terra.
Aqui, nesta Doutrina, sabem aqueles que a procuram que não existem milagres, e se não existem milagres as criaturas não podem esperar por eles. Têm que contar consigo mesmas, têm que se livrar das suas mazelas, têm que fazer irradiações para se sentirem mais reconfortadas e, portanto, mais úteis junto à sociedade. Têm que se preparar para o dia de amanhã, para os trabalhos seguintes, para aquilo que já começaram e que pensam terminar com satisfação.
Esta Doutrina ensina, explica, demonstra, aconselha que a criatura estude, que pegue num livro para aprender. Que não se conforme com aquilo que já aprendeu, e que queira aprender amanhã um pouquinho mais; saiba ser cristã para não iludir o semelhante à custa de malefícios, de intrujices; que procure sempre ser realmente aquilo que deve ser, mas nunca usar uma máscara como se este mundo fosse um grande teatro.
Então, o que se tem a fazer? É estudar, estudar a vida fora da matéria, compreender a vida sem grandes ilusões ou nenhuma ilusão; é dizer a verdade; é prestar-se a ser um instrumento do bem, esteja onde estiver; não se deixar confundir com aqueles que estão satisfeitos com a vida errada que levam.
Aconselhamos sempre prudência, moderação, valor e espírito de justiça a presidir os atos e os pensamentos daqueles que desejam vencer. Nós continuamos nesta luta de todos os dias, de todos os momentos para que a humanidade resolva pensar melhor. E o estudo é muito necessário.
A Doutrina continuará a oferecer, a prestar serviços àqueles que desejam se modificar, a aconselhar, a admoestar e atender a um público que vem ávido de informações. É este o trabalho constante da Doutrina: atendimento, resolução, porque através da experiência os homens que nesta Doutrina trabalham sabem que o dia de amanhã será um dia a mais na vida da criatura, e ela tem que se preparar para aprender. Se cada um de per si quiser aprender, quiser se modificar, não precisa de aguilhoadas. Ele se transporta, através do pensamento, para uma vida melhor, uma vida de trabalhos e lutas, mas uma vida mais benéfica, mais espiritualizada, uma vida, portanto, de amor para com o semelhante.
Aprendam sempre, para que se modifiquem para melhor.
Antonio Cottas
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