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mistifiquem Luís Reis Ormonde Estamos comemorando os cem anos de existência da doutrina espiritualista que Luiz de Mattos concebeu e implantou neste planeta. O planeta Terra foi seu berço. Aqui, Luiz de Mattos, antes de receber esse nome, individualizou-se como partícula da Força Criadora, autoconscientizou-se ao longo de múltiplas encarnações. Julgando necessário explicar melhor como se processa a vida no Universo, o que ele passou a melhor compreender após sua última desencarnação antes de assumir o corpo físico com o qual o conhecemos como Luiz de Mattos, retornou ao planeta Terra para ser Luiz de Mattos. Fossem outros os seus pais e ele talvez tivesse recebido, por exemplo, o nome de Antonio da Silva. Não existem desígnios do Grande Foco ou de quem quer que seja; existe, isso sim, planejamento conjunto, planejamento para o bem, para o esclarecimento da humanidade. Outros espíritos talvez tenham, naquela mesma época, também reencarnado para ver se conseguiam explicar melhor como a vida se processa neste planeta e em todos os demais. Pode ser que algum espírito, até mais competente do que Luiz de Mattos, tenha perdido seu corpo físico ainda na infância. A mortalidade infantil era, na época do nascimento de Luiz de Mattos, devastadora. Poderia ter sido Felino Alves de Jesus o próximo a tentar. E talvez, provavelmente, não teria conseguido, pois perdeu cedo seu corpo físico em decorrência de uma doença. Múltiplas tentativas seriam feitas, tenham certeza, de tão importante que era a explanação da Verdade, como denominava Luiz de Mattos essa visão científica da Vida que nossa doutrina filosófica divulga. Já havia centenas e centenas de anos que os espíritos, ao desencarnar, podiam ver melhor o que se passava. Descobriram que ao desencarnar podiam ficar aqui na superfície do planeta se, por alguma razão, quisessem, ou podiam ir embora. Vários desses espíritos observavam, com tristeza, a influência dessas partículas individualizadas as quais denominamos astral inferior (os espíritos que não quiseram sair da atmosfera do planeta) sobre os outros espíritos ainda encarnados. Era necessário trazer isso ao conhecimento da humanidade da forma mais clara possível e tornar de domínio público a metodologia para afastar esse astral inferior do planeta. Esse afastamento traria imensos benefícios aos ainda encarnados e aos desencarnados. Como fazer isso? Já que, se o espírito obsessor não quiser afastar-se, só os espíritos mais evoluídos e concentrados aos milhões podem arrancá-lo de perto do obsedado, era preciso explicar à humanidade esse fenômeno e elaborar um jeito de ela desligar o seu pensamento, por um determinado período, das atividade que justamente contribuem para fixar o astral inferior. Era, portanto, preciso esclarecer os seres humanos e desenvolver uma metodologia do tipo não pensar naquilo em que normalmente se pensa no dia-a-dia. O melhor a fazer foi elaborar as nossas chamadas Irradiações. Poderíamos também ficar contando até dez e depois de dez retornar até o número um, já que isso exige atenção e desse modo o pensamento desliga-se do dia-a-dia, das malquerenças etc. Contudo, melhor ainda é repetir o texto das Irradiações. Elas não são mágicas, não são nem mesmo elaboradas pelo Astral Superior como muitos imaginam; sofrem alterações de tempos em tempos, porque o presidente em exercício as propõe ou porque concorda com modificações propostas por membros militantes da Doutrina. O certo é que são sempre palavras de cunho elevado e, admitamos, se pudermos viver sempre como aconselham as Irradiações, ao desencarnar já não teremos vontade ou necessidade de voltar a esse planeta. O leitor deve estar a perguntar-se por que estamos dizendo tudo isso. Estamos, sim, a repetir muito do que já sabem. É para que possam compreender que o que a Doutrina diz foi dito por um encarnado. O Astral Superior só se manifestou para evitar os exageros e as imperfeições muito grandes. Talvez, se ele tentasse explicar tudo, nós, seres humanos, acabássemos não compreendendo. Fez como um professor que estimula as crianças a explicarem com suas próprias palavras o que entenderam a respeito de algo, como, por exemplo, como se forma a chuva. O que a Doutrina diz veio e, ao mesmo tempo, não veio do "alto". Alguns pensam que veio do "alto", diretamente do Grande Foco que talvez imaginem como alguém que "dirige", assim como um deus o faria, os encarnados. Essas são as pessoas que ainda estão apegadas ao misticismo que se lhes tornou um hábito ao longo de múltiplas encarnações em que não lutaram para afastá-lo. Tentaremos explicar melhor. Todo espírito digno, bem intencionado, forte, enfim, possuidor dos atributos de Luiz de Mattos merece a consideração de que se examine o que diz e apresenta como correto. Foi o que a opinião pública fez e vendo resultados até na terapia da doença mental (sem o uso de remédios, lesivos na maioria dos casos) desde que o próprio doente colaborasse para isso, concordou, não apenas aceitou, o que Luiz de Mattos dizia. Como tudo o que é muito bom, pode-se dizer, vem do "alto", já que o espírito que propõe essa coisa boa é forte candidato a ir para o Astral Superior e não mais reencarnar, então nossa Doutrina, sob esse ponto de vista, veio do "alto". Mas se muitos pensam que todos os textos da Doutrina foram escritos por médiuns, seja por psicografia, seja verbalmente, então é preciso que saibam que não, não foi assim; nossa Doutrina veio do "alto" mas não dessa forma. Podemos até provar-lhes como o que ocorreu foi assim. Após a desencarnação de Luiz de Mattos, Antonio Cottas achou que deveria colocar um retrato seu no salão dos trabalhos da Doutrina e, aí sim, o Astral Superior, Luiz de Mattos, em espírito, manifestou-se através de um dos médiuns e mandou retirar o retrato. Não pediu, mandou. Luiz de Mattos não queria que o idolatrassem, não queria que idolatrassem espírito nenhum, encarnado ou não. O que sempre desejou foi que nos tornássemos livres, verdadeira e totalmente livres, prontos a mudar o mundo e não apenas a atuar como membros de uma manada a seguir alguém. Ele sempre soube que muitas vezes, ainda que não fosse o que desejava, havia mais grandeza num espírito que, ao examinar o que ele dissera, não concordando, afastava-se, do que em outros que fingiam em cada momento, em cada ambiente diferente, pensar, sentir o que não sentiam; os "equilibristas", que sabem viver em cima do muro. Os médicos, principalmente, precisam ter cuidado: é o medicamento que cura, ou é a desobssessão? Eles precisam raciocinar bastante para perceber que é a desobsessão. Quando se diz que a limpeza psíquica e o esclarecimento são poderosos complementos no tratamento do obsedado, isso refere-se apenas ao obsedado que teima em não abandonar seus vícios, sejam quais forem, até mesmo o do consumismo exagerado, nas crises de "euforia" (chamaremos assim para que os leigos nos entendam). Esse obsedado precisa ser controlado com o uso de uma "camisa de força química", o remédio. Se a obsessão estiver no início e o obsedado reagir, não haverá necessidade de remédios, apenas de esclarecimento e limpeza psíquica. Se a família educar com firmeza seus filhos, pai e mãe não se descuidarem, serão tão raros os casos de obsessão que chegaremos a ter a impressão de que a doença mental não mais existe. (O autor é militante da Casa-Chefe, médico) |
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