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O casamento
Maria Cottas O casamento é o ato mais sério da vida de duas criaturas. Até chegar o momento de casar, a moça vive uma vida de sonhos e de esperanças. Quando ele chega é recebido com alegria e, no atordoamento natural de sua mocidade, não avalia ainda as responsabilidades que esse ato lhe acarreta. Toda moça deve casar, ter o seu lar. Na sua vida de casada, ela vai encontrar problemas mais ou menos sérios, mas com inteligência os resolverá sempre a contento.Não há dúvida que uma união feliz depende muito da escolha do rapaz ou da moça que irá ser companheiro ou companheira para a vida toda. Sim, porque consideramos o casamento uma união eterna. Para que não se arrependam mais tarde e daí venha uma separação, que é sempre desagradável, mormente quando há filhos, convém pensar bem antes de escolher sempre o melhor. Não são os partidos ricos os que trazem a felicidade, porque esta não tem preço. Está muitas vezes onde a criatura não espera que esteja. Ela está, principalmente, na compreensão mútua, na tolerância de parte a parte, porque há sempre algo diferente nos temperamentos dos cônjuges que é preciso saber tolerar. Os caprichos e as teimosias acarretam, quase sempre, desinteligências e incompreensões. Quanto mais inteligente a moça ou o rapaz, melhor deve saber viver, porque possui um discernimento mais claro e com facilidade encontra a solução para qualquer problema que surja na vida de casados. O período mais difícil daqueles que se casam é o da adaptação. É nesse período que a moça e o rapaz começam a se conhecer realmente. No noivado eles se entendem e combinam para realizarem o casamento, mas conhecerem-se mesmo, só quando entrarem na intimidade de marido e mulher. Aí cessam as cerimônias, os cônjuges passam a demonstrar o seu temperamento, os seus gostos e o modo de encarar a vida. Quando há educação de parte a parte e inteligência, essa fase torna-se curta e sem muita dificuldade a vencer, mas é bom sempre contar com ela e prepararem-se para saber ultrapassá-la sem choques nem acidentes. Há casais que no fim de certo tempo se completam de tal forma que não há desacordos nem incompreensões, porque eles se adaptaram plenamente. E é aí que a união se torna verdadeira e feliz. A mocidade de hoje é bastante incoerente. Na maioria das vezes encara o casamento muito superficialmente, chegando mesmo alguns noivos a dizer que se não der certo se separarão. Considero isso uma infelicidade! Porque, se já vão para o casamento com essa idéia, é preferível não casarem. No entanto, a mocidade de hoje, na sua maioria, é culta e inteligente. Tem, por vezes, bastante personalidade. Pois usem esses dons para saberem unir as suas vidas numa união feliz onde a compreensão seja um fato e a tolerância não falte nunca para que haja paz e harmonia em todos os lares dos moços de hoje, esperanças de um mundo melhor amanhã, onde a família permaneça sempre unida. Do livro Crônicas oportunas |
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