A
Razão publicava
em 15 de
junho de 1938
É de
toda a conveniência,
quase diríamos
necessidade,
combater o
medo nas
crianças, fazendo
um
estudo
meticuloso das
causas
para
eliminar os
efeitos
tanto
quanto seja
possível.
O
medo é
sempre
indício de debilidade
física
ou
mental.
Quando a
criança dá
indícios dele,
não é de
repreensão
que
precisa, o
que
lhe aumentaria o
pavor,
mas
sim do auxilio irradiativo daqueles
em
que
ela tem
mais
confiança, esclarecendo-a do
melhor
modo,
para
que
ela tenha
confiança nela
própria, e
assim se procedendo, estar-se-á dando uma
dose
maior de
coragem e
ânimo.
As
mães devem ensinar-lhes
que
nada há no
mundo
que imponha
medo,
que
só
quando se pratica o
mal é
que a
alma se intimida,
que
tudo na
vida deve
ser
olhado
com
coragem, estando
sempre de
sobreaviso
contra a
prática do
mal,
mas
desde
que
este
não seja praticado,
não há o
que
temer.
O
medo é
sempre uma
positiva
manifestação de
força
deletéria,
que
precisa
ser
combatido
educando a
vontade da
criança
para a
confiança
em
si
mesma,
pois, se houver
descuido nesse
particular, chegará a
criança à debilidade
física
ou
mental, caminhará
para a
obsessão.
Eliminemos do
espírito dos
nossos
filhos,
enquanto é
tempo,
não
só o
medo,
como
tudo
que ocasione
manias,
cismas,
apetites
descomedidos, cuidemos
com
carinho de
sua
educação
física e
psíquica,
tudo ao
alcance das
suas
inteligências,
com
demonstrações
práticas,
racionais, elevando-lhes
sempre o
moral, sabendo-lhes
fazer
justiça,
nunca se abusando da
autoridade
paterna, repreendendo e corrigindo
para
educar,
mas
nunca aplicando
castigos
que façam
revoltar o
espírito da
criança, tornando-a desbriada,
inimiga de
seus
pais.
Corrigir,
pois, o
medo demonstrado
pela
criança
com
repreensões
ou
pancadas, é
abater
cada
vez
mais o
seu
moral e
enfraquecer a
sua
vontade.
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