O que é obsessão?

Jorge Alexandre Fares

Na grandiosa obra da Inteligência Universal – Grande Foco – tudo se encadeia num sentido harmonioso. Nas sábias leis que conduzem à perfeição e produzem desde o insignificante grão de areia, o pequenino inseto, o microscópico átomo, até os grandes planetas dispersos no infinito, constituindo o Universo, tudo toma o estado preciso ao meio e às correntes fluídicas, para o estabelecimento de uma vida em harmonia com as irrevogáveis leis da natureza.

As leis do Universo, de elevadíssima sabedoria e que surpreendem o homem, encerram todos os segredos, estabelecem todas as verdades, confirmam todas as ciências e explicam todos os fenômenos. No estudo desses princípios, é preciso compreender que novas causas, novos efeitos cercam incessantemente o estudioso, envolvendo-o em estranhos pensamentos e ligando-o, por inúmeros fios condutores, a todos os seres inteligentes, corpóreos e incorpóreos, transmitindo-lhes descargas fluídicas e impressões do mundo espiritual, e, se sua imperfeição não fosse tanta, ele sentiria melhor as vibrações do bem e repeliria as vibrações da perversidade.

A obsessão é, pois, sem a mínima dúvida, o resultado da ação de pensamentos maus, por meio dos quais são atraídos espíritos do astral inferior que envolvem o paciente, subjugando-o e impondo-lhe a sua vontade. É pelo meio em que vive o encarnado e pelas suas fraquezas e vícios e falta de moral que ele se torna um ímã de atração dos espíritos que, por ignorância ou perversidade, permanecem na atmosfera da Terra.

Em decorrência dessa atração começam os espíritos obsessores a fazer sentir, pouco a pouco, sua influência, que se reflete na aura da vítima, impregnando o seu perispírito de fluidos danificadores, até estabelecerem pleno domínio e ação sobre ela.

Perturbado o espírito da vítima, o obsessor toma conta dela, passa a influenciá-la, a intuir-lhe cismas e manias perturbadoras; é assim que se opera a obsessão.

A obsessão dos seres humanos é mais comum do que se calcula, e isto porque, não estando a humanidade devidamente esclarecida, não conhecendo a ação do pensamento e os seus efeitos e ignorando até mesmo a existência dos espíritos do astral inferior, que agem com força altamente maléfica, não está em condições de livrar-se das correntes do mal, o que só seria possível por meio de uma reação inteligente.  

Veja os sinais iniciais de obsessão

Tendência para rir sem motivo, ou a pretexto de coisas fúteis;

Manifestação de cacoetes;

Vontade de chorar, sem razão plausível;

Comer exageradamente;

Estar sempre com sono;

Sentir prazer na ociosidade;

Exteriorização de manias;

Idéias fixas;

Fazer gracinhas tolas;

Amofinar, persistentemente o próximo;

Repetir, mecanicamente, o mesmo dito;

 Extremar-se nas paixões;

 Alimentar prevenções descabidas;

 Casmurrice;

 Práticas viciosas;

Atos de ostentação;

 Explosões temperamentais;

 Mistificação;

 Hábito de mentir;

 Expressar-se licenciosamente;

 Revelar covardia;

 Usar palavrões;

 Demonstrar fanatismo;

 Gesticular e falar sozinho;

 Ser sistematicamente importuno;

 Ouvir e ver coisas fantásticas;

 Gastar acima do que deve e pode;

 Mania de queixar-se das obrigações no lar e no trabalho;

 Abandonar os imperativos deveres caseiros, ausentando-se do seio da família;

 Viver num mundo distante, sonhadoramente;

 Provocar discussões, constantemente.

Referência: Prática do Racionalismo Cristão

(O autor é militante da Filial São Paulo, SP)

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