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| De olho nos
candidatos Tharsila Prates Os brasileiros irão novamente às urnas neste ano para eleger presidente da República, governador, senador, deputado estadual e deputado federal. Como eleitores conscientes que devemos ser, não podemos esquecer-nos dos escândalos que assolaram o Senado Federal, principalmente em 2009. Para quem não se lembra, foi o ano da descoberta dos atos secretos - aqueles que determinavam coisas sem "ninguém" saber. Foi também o ano das passagens de avião usadas indevidamente pelos parlamentares e por seus amigos, parentes, vizinhos e por quem mais precisasse. Mais recentemente, assistimos ao episódio do mensalão do Democratas (DEM). Quanto mais a imprensa aprofundava as investigações, mais irregularidades eram descobertas, como os cargos ocupados por parentes de políticos, inclusive do presidente do Senado. Essas lembranças não objetivam tornar o ato de votar um suplício, ao contrário. O voto é uma arma, é um direito do cidadão, que tem com ele a chance de escolher pessoas decentes, íntegras, honestas e comprometidas para ocupar os cargos públicos. Se lembramos dos escândalos, é para fazer com que as pessoas se aproveitem deles para não eleger os personagens neles envolvidos. Não adianta, no dia da eleição, votar numa indicação qualquer, na carinha mais bonita, no candidato mais novo, no desconhecido do partido preferido... É necessário que as pessoas procurem saber um pouco mais sobre os seus candidatos. Com a internet e os veículos de imprensa, fica até fácil pesquisar a vida dos políticos: de onde eles vêm, há quanto tempo estão no partido, o que eles costumam fazer pela sua cidade ou Estado, quantos projetos de relevância já propuseram (no caso de deputados estaduais e federais). O horário político, no rádio e na TV, também é uma boa fonte para saber se as promessas dos candidatos são viáveis ou se elas não têm fundamento. É importante ainda não se deixar seduzir pelas propagandas. Algumas são tão bem feitas que podem esconder a fragilidade do candidato. Sabemos que todo ano de eleição é essa conversa, mas o intuito é esclarecer as pessoas sobre a importância do voto. Muitos espíritos de luz, que hoje trabalham nas correntes do Astral Superior, gostavam de dizer, quando em vida física, que o povo tem os representantes que merece ter. Quanto mais o povo for bem informado, melhor. Quanto mais souber escolher, melhor. E a informação é o bem mais precioso para uma escolha adequada. Eleição não é loteria. Pense nisso. (A autora é jornalista) |
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