| Osteoporose
e quedas, lastimável associação A osteoporose tem
alcançado grande importância em saúde pública, devido à ocorrência de
fraturas com baixo trauma, principalmente a fratura de colo proximal, em que
a maior causa são as quedas. A osteoporose é o fator predisponente e a
queda, o fator desencadeante. Sendo assim, a prevenção das quedas pode ser
mais importante que o tratamento da osteoporose. O médico deve ter em mente
o tipo de orientação a dar e como investigar os fatores de risco.
A prevalência da queda é maior em mulheres e aumenta com a idade e quase que
duplica a cada década. Acidentes são a sexta causa de morte entre os idosos
acima de 65 anos de idade. A diminuição do reflexo de proteção é a maior
causa de traumatismo craniano, de hematomas subdurais no idoso. A fratura do
fêmur proximal é que mais leva à hospitalização por longos períodos. Apenas
1% das quedas resultam em fratura da bacia.
Fatores de risco e causa das quedas:
* Fatores sensoriais-visuais: baixa acuidade, alterações na visão periférica
e visão noturna; dificuldade de discriminação de cores; dificuldade de
equilibrar o contraste de luz ao mudar de ambiente.
* Vestibular: falta de equilíbrio, tempo de reação mais lento, aumento da
oscilação do corpo. Vertigem posicional. Drogas. Infecção, cirurgia.
* Auditivo-presbiacusia: excesso de cerume. Desordens cervicais.
* Desorientação espacial ao caminhar, mudar de posição, ou no escuro.
* Doenças sistêmicas-cardiovasculares: hipotensão postural, arritmias, baixo
rendimento cardíaco. Respiratória, depressão, medicamentos, especialmente
sedativos.
Devem-se evitar as causas ambientais, com luz apropriada, chão sem desnível,
sem tapetes (especialmente soltos), utilização de calçados e roupas
apropriadas; camas apropriadas.
É importante evitar ambientes de risco, como assoalhos escorregadios,
tapetes soltos, carpetes espessos, falta de corrimão nas escadas, banheiros
sem barras de apoio, degraus altos, assento sanitário baixo, cama alta e
longe do banheiro, cadeira de altura inadequada e sem apoio para os braços,
prateleiras muito altas; animais soltos na casa, brinquedos espalhados pelo
chão.
Thereza Freire Vieira
A autora é Médica geriatra
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