Heloisa Ferreira da Costa
É
muito
comum confundir-se o
Racionalismo
Cristão
com
religião, várias
pessoas
que frequentam as
casas racionalistas cristãs,
quando questionadas, respondem
que
são da
religião racionalista cristã. Esta
filosofia
não se enquadra na
categoria
religião,
como foi
muito
bem demonstrado
por Wilson Carnevalli
Filho, no
seminário realizado
em
Santos (SP),
em 30 de
janeiro deste
ano.
Então se diz "Doutrina"
e relaciona-se
com
doutrinas
espíritas (espiritualistas?),
bem diversas
também.
Há uma
música dos
anos 80,
muito
conhecida,
cujo
refrão é "Ideologia,
eu quero uma
pra
viver". É
exatamente disso
que os
seres
humanos necessitam, e
não de
dogmas e
misticismos
ou
forças ocultas
para
lhes
indicar o
caminho e guiá-los.
Importante
realmente
para ter-se
objetivo no
viver é
um
conjunto de
idéias
que façam a
vida
ter
sentido,
idealismo,
um
sistema filosófico
que faça das ideias o
fundamento
interpretativo do
mundo.
O
viver
sem
limites, seguindo
apenas os
anseios da
matéria, é
muito
perigoso. Foi
assim
que surgiu na
história da
humanidade a
necessidade de
religião; o
princípio de
pecado e
perdão atende
muito
bem à
contenção dos
desvios
morais.
Existe a
crença
infundada de
que se alcança
iluminação
pelo
amor
ou
pela
dor;
outro
mito: veem-se
pessoas
muito amadas
que,
mesmo sofrendo
dificuldades
físicas,
financeiras,
não mudam de
atitude
perante o
mundo e
mesmo
perante
si mesmas, possuem
mau
humor
contagiante e sofrem a consequência de
seus
maus
atos.
A
mudança de
atitude
precisa de
autoconhecimento,
vontade e
livre-arbítrio,
caso
contrário a
pessoa vai
continuar errando
sempre no
mesmo
ponto, marcando
passo na
sua
evolução, vivendo
sempre os
mesmos
problemas e atribuindo
sua má
sorte a
um
destino
cruel
ou a
um
Deus
pessoal
injusto e
vingativo;
outros,
ainda, vivem de
aplicar
pequenos
golpes no
semelhante, oferecendo
negócios
em
que o
único a
levar
vantagem é o
agente,
não entendem
que
bens
materiais,
conforto e
riqueza
monetária,
quando
são
produto de
ações inescrupulosas,
não trazem
felicidade e acrescentam
dívidas
espirituais
que
vão
precisar de
reparo num
futuro
próximo
ou
distante.
A
pessoa
precisa habituar-se a
ser
honesta,
leal, verdadeira,
não
por
medo de
que
outros descubram a inferioridade da
sua
personalidade
interior,
mas
por
dever de
consciência,
por
dignidade
própria,
pelo
respeito
que deve a
si
mesma e
pelo esclarecimento relacionado
com a
vida.
Os
seres
humanos querem
ser
felizes,
mas o
que têm
feito
para
isso? A
felicidade é uma
conquista
espiritual, é
paz
interior e
chegar ao
final da
vida
com a
certeza do
dever cumprido.
Todo o
resto faz
parte deste
plano e
aqui ficará; a
única
bagagem
que carregaremos
em
nossa
derradeira
viagem é a
história de
vida
que
cada
espírito tem na
Terra,
um planeta-escola,
mas
que possui
grande
número de
alunos
relapsos.
Para se
ter uma
vida
melhor é
necessário
estar
atento a
três
itens:
1.
Foco – é
preciso
planejar a
evolução
como
espírito
encarnado,
um
pequeno
desvio
ou a
falta de
foco pode
fazer
errar
completamente o
alvo; é
preciso
ficar focado,
saber
qual o
ponto
que se
quer
alcançar;
2. Auto-conhecimento
profundo –
para
isso é
preciso
estudo
diário das próprias
atitudes e as
reações
diante dos
problemas da
vida; e
3.
Disciplina – o
mundo será daqueles
que souberem
manter
seu
foco apurado e
sua
disciplina
firme,
caminhar
em
estado de
equilíbrio
dinâmico,
para
frente e
para o
alto.
Por
tudo
isso, o
Racionalismo
Cristão é
um
conjunto de ideias, uma
filosofia de
vida
tão
bem
definida no
jornal
Tribuna de
Santos
em
janeiro deste
ano: "Ao
invés de
fé,
convicção; no
lugar da
imposição,
livre-arbítrio; ao
contrário da
espera,
realização."
Para se
obter
sucesso na
vida há
que se
buscar
recursos na
espiritualidade. Podemos
assim
resumir: RC –
convicção,
livre-arbítrio e
realização.
(A autora é
Militante da
Filial Marília, SP)
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