Tudo pela paz mundial

Lília Rodrigues da Silva Paiva

O homem não respeita seu semelhante nem reconhece seus irmãos em essência em busca de evolução           

Desde que a civilização existe, os homens se digladiam, dizimando os povos, trazendo a miséria e outras circunstâncias que só servem para o atraso da sua evolução. Quantas e quantas guerras sangrentas a história registra, ora pelo poder, ora pelo predomínio de credos religiosos; enfim, sempre há algo que alimenta negativamente o ego de quem está no poder de nações, e, devido à falta de esclarecimento da realidade e porquês da vida, vão essas lideranças negativas levando para o abismo o povo que está sob sua tutela e cuidados.

Em pleno século XXI, o homem não mudou nada, não respeita o seu semelhante, nem sequer reconhece que ao seu lado está um irmão em essência, que precisa fazer sua evolução e tem esse direito, de acordo com a dinâmica das leis naturais.

O mundo sofre ainda com o poder nas mãos de quem o conduz pelo lado sinuoso da vida, pelo lado sombrio da força. Esta mesma força, que poderia ser utilizada para arrastar a evolução de uma nação, muitas vezes é utilizada para a sua derrocada. E é o que vemos em muitos lugares do planeta; homens, mulheres e crianças morrendo, armas químicas e biológicas destruindo a biodiversidade, a natureza se deteriorando em profunda tristeza.

Através da mídia, que nos leva aos confins da Terra, ficamos a par do que vai mundo a fora. E, pesarosamente, vemos que a humanidade vive em total ignorância, desrespeitando tudo e todos, não avaliando que as conseqüências da lei do retorno são infalíveis, tardam mais não falham. Todo o planeta sofre com as agressões que as guerras impõem aos seus habitantes, pois as ondas avassaladoras e enfermiças se avolumam, sintonizando com as correntes negativas, e escurecem totalmente a aura planetária, de forma que a vida anímica da Terra sofre grandes abalos.

Grandes espíritos desceram à Terra com a nobre missão de trazer e semear a paz, mas não foram entendidos. E, mesmo assim, muitos espíritos ainda vêm com a mesma missão, no sentido de mostrar o quanto o ser humano precisa de serenidade, tranqüilidade, para o seu viver terreno ser mais próspero, digno e proveitoso, pois em situação de convulsão não pode o espírito encontrar a felicidade para agir e interagir.

Aí se pergunta: O que falta? E então respondemos: falta a espiritualidade, que torna as criaturas livres pensadoras, sem arregimentação ou alienação de almas e mentes. Falta o burilar do caráter, que deve ser forjado na chama ardente da evolução a ser conquistada pelo espírito a todo instante. Falta o respeito mútuo entre os seres humanos que precisam reconhecer seus direitos e deveres.

Criaturas, é tempo de despertar. Já estamos no terceiro milênio, tantas coisas já poderiam ser diferentes, tornando o viver terreno mais ameno. Se isto não acontece é porque falta esclarecimento espiritual.

Se todos quiserem, podemos fazer deste planeta um habitat verdadeiramente salutar para a nossa evolução. Devemos nos unir em pensamentos elevados e conduta ilibada para promover a paz, tão necessária aos seres humanos. Devemos irradiar para os governantes das nações, para que tenham a luz da consciência e então possam governar com mais justiça, com mais honra, sensatez e amor ao seu povo. Nunca menosprezando os de nível inferior, nunca subjugando os fracos e pobres, e sim buscando uma sociedade igualitária.

Dentro do que nos é possível, vamos fazer cada um a nossa parte, começando dentro de nossos lares, mostrando que o respeito é a maior ferramenta que move a paz e estender esta condição a tudo que nos envolve.

Que a união se faça presente entre os seres de boa vontade e que esta união seja repleta de vibrações positivas para envolver as criaturas humanas e estas possam a cada dia galgar um degrau evolutivo em busca de preservar e fazer tudo por uma paz mundial.

(A autora é presidente de Filial Belo Horizonte, MG)

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