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Pensar com responsabilidade
Luciana Costa
Os pensamentos, uma vez emitidos, ganham vida própria e podem provocar uma
experiência diferente daquela para a qual foram criados.
Vamos supor que A emite uma vibração negativa para B, porém
este não é receptivo àquele. O que ocorre? As vibrações de A não
encontram receptividade no campo áurico de B, por este pensar com
elevação espiritual. Essas vibrações, em obediência às leis universais,
retornam à sua fonte de origem, que é A. Nesse momento, A
sente os efeitos desconfortantes dos seus próprios pensamentos e é
impulsionado a reenergizá-los, ou seja, a imprimir mais energia anímica às
formas mentais criadas. Enquanto A não eliminar a vibração-mãe
existente no seu corpo fluídico, como que um embrião, os pensamentos que
emite, frutos dessa vibração-mãe, não poderão ser neutralizados. A tendência
é A obsedar-se com os próprios pensamentos inferiores e tornar a
vibração-mãe mais poderosa e destrutiva. Que perigo!
Por que os pensamentos podem provocar experiência diferente daquela para a
qual foram projetados? Vamos ver: ao emitir as vibrações negativas, por
exemplo, de inveja e ciúme, imediatamente A se associa às correntes
mentais de mesma ordem, ou seja, engrossa vibratoriamente as correntes
dirigidas pelo astral inferior. B não é receptivo, rejeita as
vibrações de A, mas este alimenta correntes mentais afins de que o
astral inferior se utiliza para causar tragédias materiais, morais e
espirituais na vida dos incautos. A intenção de A é apenas prejudicar
B, mas sem querer contribui para prejudicar milhões de seres
acossados pelo ciúme e pela inveja.
Existem milhões de indivíduos aqui chamados de A e pouquíssimos dos
chamados de B. Mesmo que B receba as cargas fluídicas de A,
este não estará isento da responsabilidade que assume ao imprimir
vibratoriamente negatividades nas correntes mentais de inveja e ciúme que
existem na atmosfera fluídica da Terra. Quem pensa bem vibra e atrai as
correntes do bem. Quem pensa mal vibra e atrai as correntes do astral
inferior.
Pensar é, ao mesmo tempo, um processo individual e coletivo. Individual,
porque ninguém pensa por ninguém. É um direito inviolável do espírito. Os
pensamentos são vibrações do espírito. Pensamento dos outros é terra que
ninguém pisa.
Coletivo, porque ninguém está sozinho. Todos somos parcelas da Inteligência
Universal e, por esta razão, estamos interligados. As parcelas sem o Todo
não são parcelas, como o Todo sem suas parcelas não é o Todo. Portanto, ao
vibrar de forma negativa ou positiva os seres se associam aos milhões de
espíritos encarnados e desencarnados afins. Pensar implica uma grande
responsabilidade. É impossível não se associar a alguma corrente vibratória.
Precisamos ter coragem e determinação para combater as negatividades com
positividade. Não é só porque sofremos, por exemplo, uma traição que devemos
revidar na mesma moeda e, às vezes, vitimando pessoas que nada nos fizeram.
Não sabemos como o semelhante receberá nossas vibrações. Podemos, sem
querer, levá-lo a destruir sua encarnação.
Luiz de Mattos está certíssimo. Para vencer as etapas evolutivas no mundo
físico e construir um caminho de esclarecimento espiritual é preciso ser
forte de espírito. Seremos vítimas das circunstâncias que criarmos com os
nossos pensamentos, ou seja, vítimas de nós mesmos. Quem pensa com elevação
tem força espiritual e recebe intuições das Forças Superiores para vencer as
armadilhas impostas pelos seres encarnados e desencarnados que não sabem
pensar.
Não se combate o mal com o mal. A única maneira de neutralizar as vibrações
negativas é vibrando de forma positiva. É um exercício de vontade e
determinação. Os espíritos encarnam neste mundo para vencer a si próprios. O
perigo, muitas vezes, não está no outro, mas na forma negativa de pensar
daqueles que não querem evoluir, transformando-se, assim, em algozes de si
mesmos.
Tudo a nossa volta é reflexo daquilo que fomos e somos. O bem e o mal
residem nos pensamentos. Enxergamos a vida pela ótica das vibrações que
construímos dentro de nós. Tudo dentro de nós confere valor ao que está fora
de nós. A partida é sempre de dentro para fora.
Aprendamos a pensar com responsabilidade e a ter respeito pelos nossos
semelhantes. Por mais que não queiramos o mal de nossos irmãos em essência,
ao descuidarmos de nossas obrigações os prejudicamos e/ou dificultamos suas
vidas sem querer. Todos estão interligados.
(A autora é militante da Casa-Chefe)
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