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| Preconceito
tem duas faces Reynaldo Azenha A idéia do mundo sensível para se chegar ao conhecimento, proposta por Aristóteles motivou seu desentendimento com Platão. Este afirmava que, para se chegar ao conhecimento, era necessário não a sensação, mas sim o uso da razão, que leva ao mundo real, por meio da ponderação e análise precisa de detalhes dos fatos. Platão demonstrou isto na Alegoria da Caverna, apontando que o mundo sensível é nada mais nada menos que o mundo das aparências, quase sempre enganosas ou distorcidas. Este campo fértil das aparências é a seara onde o preconceituoso semeia, cultiva e colhe os frutos para sua necessidade, que é valorizar-se diminuindo outras pessoas. Muitas vezes se dá mal com isso, revelando um sentimento inconsciente de inferioridade, que o fere e o diminui mais que o alvo do seu preconceito. O menosprezo por pessoas, por questões culturais, sociais, raciais, econômicas, principalmente por imagem etc., que não estejam cometendo ilícito, revela baixa espiritualidade, letargo ou nenhum conhecimento do processo reencarnatório, em que os personagens deste planeta vivem as mais diferentes situações e experiências para beneficio do crescimento do seu espírito, que é a razão da jornada de cada um dentro do plano cósmico regido pelo Grande Foco por suas leis naturais. Pessoas são desprezadas, ridicularizadas, enquanto outras são valorizadas, somente pelas aparências, traje e outros aparatos, porque o preconceito tem duas faces, da subestima e da superestima. Este absurdo é a forma mais grosseira e irracional de conceituar um ser humano. O preconceituoso costuma empavonar-se diante daquele que considera seu inferior. Por isso tomemos cuidado, lembremo-nos do belo provérbio sul-africano que ensina: "O pavão de hoje, o espanador de amanhã". (O autor é frequentador da Filial Butantã, São Paulo, SP) |
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