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Previna-se contra a depressão Luiz Reis Ormonde É sempre melhor evitar um mal do que deixar que se apresente para depois ser curado Procure em si mesmo, refletindo bastante, as armas para não se entregar ao desânimo. A vida traz modificações as mais variadas, como, por exemplo, o cansaço do corpo físico com o passar dos anos, infecções, separações de cônjuges etc. A chamada depressão, que nada mais é do que, usando um linguajar acessível ao leigo, acentuado desânimo, pode ocorrer nesses casos e deve ser evitada com adoção de hábitos salutares, como fazer ginástica, cultivar o coleguismo em atividades de interesse comum (pode ser até colecionar selos), enfim, motivando sua vida. Como? Fazendo o que deseja, desde que seja algo bom para a saúde. Lembre-se de que esse acentuado desânimo (depressão) pode, também, ter como causa a obsessão. Ou pode, não sendo essa a sua causa, predispor o ser humano para a ocorrência da obsessão. Nesse caso, as práticas terapêuticas ensinadas pelo Racionalismo Cristão são o melhor remédio. Até porque, se adotadas sempre, impedem a ocorrência da depressão, podendo ser denominadas práticas profiláticas. É sempre melhor evitar um mal do que deixar apresentar-se para depois ser curado. Outros remédios recomendáveis, além da limpeza psíquica, são do tipo água de flor de laranjeira, chá de capim-limão, que não prejudicam a saúde como muitos outros, alguns até caríssimos e que são vendidos como fruto da mais alta pesquisa científica. Muitas vezes já tem sido dito: emitam boas ondas de pensamento para atrair o bem. Pensar bem, sem desânimo, é atrair o bem. É comum que os seres humanos (espíritos encarnados) busquem, sem querer ou de forma proposital para chamar atenção na esperança de tornarem-se o centro das atenções, deprimir-se. Depois correm para o médico à procura da pílula mágica, o comprimido da felicidade. O leitor deve achar que fazemos piada, mas não, não fazemos. Alguns "medicamentos" já foram chamados assim. Só que, depois, quando já não era mais possível esconder os tremendos prejuízos à saúde que causavam, tiveram a propaganda diminuída. A propaganda é tão intensa por causa dos bilhões de dólares de lucro que o paciente já vai ao médico querendo remédios. É mais fácil jogar a expectativa da solução de seus problemas emocionais num comprimido. E o ser humano, julgando não ter que se esforçar para o fim de seu sofrimento, joga a responsabilidade da sua cura na pílula mágica. O ser humano joga sempre a culpa de tudo na vida. O que ele não raciocina é que a vida é administrada por ele e, deduz-se, mal administrada, o que ele não admite. Ele, ser humano, sempre acha que faz tudo para o seu bem e o dos outros, a vida é que é ingrata. Sempre esperou que a vida o compreendesse. Agora espera que o comprimido o torne um espírito feliz. Deve, contudo, aprender que há medicamentos (as tais pílulas da felicidade) que podem ser prejudiciais à saúde do corpo físico. Só são mágicas para o lucro de quem as fabrica, comercializa e, por ignorância ou não, as prescreve. A propaganda e a fraqueza dos seres humanos são tão intensas que nossos alunos, ao nos ouvirem, dizem: “Mas professor, o paciente já procura o médico querendo remédios até para a sua tristeza.” Alguns ainda acrescentam: “Professor, meu pai é médico e comenta o quanto é difícil convencer a pessoa de que ela não precisa de remédios”. É claro, enfatizamos, que quem tem pressão alta (hipertensão arterial), por exemplo, precisa, sim, de remédios. Ainda que, por descaso, o paciente, muitas vezes, continue comendo tudo muito salgado e enchendo-se de remédios. Quando come coisas muito salgadas ele pensa assim: “Ah! Estou tomando remédio, não tem problema”. Melhor seria menos remédios e quase zero de sal. Leitor, sabe quem é seu melhor médico? Você mesmo! Ah! Quase esquecia: você sempre foi mal aluno, muito pouco aprendeu na escola da vida. Por isso, você, nesse momento, talvez exclame: “Eu?! Médico?!” Até o próximo artigo. (O autor é Militante da Casa-Chefe, médico) |
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