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Respeito aos semelhantes
Tharsila Prates
Existem assuntos que, embora sempre discutidos, nunca é demais repetir. O
respeito ao próximo é um deles. O egoísmo, a individualidade e a competição
exagerada são facilitadores do desrespeito. Podem ser vistos, a cada esquina
e dentro de casa, inúmeros exemplos de falta de cuidado com o outro. Isso
ocorre por causa da prioridade que o ser humano costuma dar a si mesmo. Em
primeiro lugar, eu. Em segundo lugar, eu também. Em terceiro lugar, eu
ainda.
De vez em quando, há quem diga: “Vou agir assim e assado, porque, se eu não
pensar em cuidar de mim, quem é que vai cuidar?” Esse modo de pensar pode
não ser de todo inadequado. Depende da situação, do contexto, das
consequências e de as atitudes dele decorrentes não magoarem o próximo.
Quem sempre se prioriza corre o risco de, contraditoriamente, perder tempo
falando das outras pessoas, das suas opiniões e ações, sem incluir-se na
lista dos “errados”, julgar os outros e esquecer-se de si. Cada um deve
colocar-se em primeiro lugar também para julgar a si próprios. Essa tarefa,
no entanto, é mais difícil.
O mundo anda tão perturbado que, frequentemente, fazemos confusão à toa. A
mente das pessoas fica turva e elas não entendem mais o que o outro diz, o
que gera bastante desentendimento. É nessa parte de qualquer relação, em
casa, no trabalho ou com os amigos, que falta o respeito mútuo. Ninguém dá a
devida atenção ao outro, mas as cobranças não param.
Cada pessoa deve procurar ser mais gentil e tratar as outras com mais
carinho, mais afeto e mais atenção.
Há tempos circula uma camiseta com a mensagem “Gentileza gera gentileza”.
Muito antes disso, o fabulista Esopo escreveu: “Nenhum gesto de gentileza,
por menor que seja, é perdido”. Um ambiente hostil não é vantajoso para
ninguém. Não existem modos de ver exatamente iguais, mas o respeito deve
prevalecer. Com o exercício diário, chegaremos lá.
(A autora é jornalista, e frequentadora da Filial São Paulo-SP)
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