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Saboreie o seu café
Tharsila Prates Não há problema em querer o melhor, mas sem esquecer o espiritual Recebi um texto de autor desconhecido e o reproduzo aqui: "Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade. Em pouco tempo, a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida como um todo. Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras de porcelana, plástico, vidro e cristal. Algumas eram simples, outras eram caras, outras, requintadas. O professor disse a todos para se servirem. Quando todos estavam de xícara em punho, o professor disse: 'Se vocês repararem, pegaram todas as xícaras bonitas e caras e deixaram as simples e baratas para trás. Uma vez que não é nada anormal que vocês queiram o melhor para si, isto é a fonte dos seus problemas e estresse. Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualquer qualidade ao café.'" O texto segue chamando o leitor à reflexão: "Agora pensem nisso: A vida é o café, e os empregos, dinheiro, e posição social são as xícaras. Eles são apenas ferramentas para sustentar e conter a vida, e o tipo de xícara que temos não define, nem altera a qualidade de vida que temos. Às vezes, ao nos concentrarmos apenas na xícara, deixamos de saborear o café." Não há problema em querer o melhor da vida para si, como disse o texto. A questão, no entanto, é não procurar avançar também na vida espiritual; é achar que o melhor para si é conquistar coisas materiais, como dinheiro, emprego e carro do ano. Muitos estudam bastante, buscando o aperfeiçoamento profissional, mas nem todos param para pensar na reflexão que devemos fazer todos os dias sobre os nossos atos. A correção dos nossos defeitos também deve ser uma preocupação constante, assim como a promoção no emprego. Muitos dos figurões presos na última grande operação da Polícia Federal são desembargadores, juízes e delegados. Para que tanto sacrifício e estudo se o ranço materialista tomou conta deles e os transformou em grandes ladrões? Não é à toa, aliás, que todo mundo sabe que ninguém leva nada desta vida. No entanto, ainda falta a muitos saber que levamos as experiências e os erros cometidos para resgatá-los em encarnações futuras. O resto fica aqui. Não podemos nos descuidar em nenhum minuto das nossas obrigações, do cumprimento do dever (seja ele qual for), da ajuda ao próximo e da evolução do nosso espírito através do aprimoramento. Para mim, isto deve vir em primeiríssimo lugar. (A autora é jornalista) |
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