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Sigmund Freud, 150 anos
Antonio Cristovam Monteiro Em maio, mais precisamente no dia 6, o mundo médico vibrou com as comemorações dos 150 anos do nascimento de Sigmund Freud, uma das figuras exponenciais da historia da medicina, que se dedicou profundamente aos estudos do psiquismo, acabando por criar a psicanálise e, como tal, é chamado de Pai da Psicanálise. Disciplina inerente à psiquiatria, a psicanálise trata dos distúrbios mentais através dos métodos da psicologia clínica.Certo é que os fenômenos psíquicos nasceram com o aparecimento da espécie humana, dotada esta do binômio corpo físico e espírito. A medicina orgânica cuidava das doenças mentais, notadamente com a medicação sedativa dos chamados psicotrópicos. Eis que surge Freud, estudando os fenômenos psíquicos, cria uma terapia própria, através da psicologia clínica, a psicanálise. Estava, então, criada também a psicossomática, que é a medicina orgânica aliada à medicina do espírito, a psicanálise, tratamento de que foi também um dos pioneiros o grande Pinheiro Guedes. Na sua monumental obra Ciência espírita, justificava: "O médico que puder ministrar tratamentos físicos com o conhecimento das causas ou influências psíquicas é duas vezes médico". Na verdade, Freud teve como ponto de partida a sábia e fundamental contribuição do celebre filósofo inglês John Locke, que, no século XVI, revelou em sua obra-prima, Ensaio do conhecimento humano, uma verdade inabalável: "Nada pode sair do espírito (mente) sem que, antes, para ele tenha entrado". Para Locke chegar a essa conclusão partiu da observação de que, se uma criança recém-nascida fosse afastada do relacionamento social, nenhum conhecimento, nenhuma instrução lhe fosse ministrada, se conservaria emitindo urros, grunhidos como um irracional. Freud disciplinou a psicanálise em duas vertentes, uma tratando das disfunções mentais e outra enveredando para o terreno da libido. Quanto à sexualidade, constitui matéria bastante controvertida, de vez que se perde em deduções nebulosas, sem pé na realidade. Aparte em que trata do funcionamento da mente, assenta em bases sólidas incontestáveis. Figurou ele a mente separada em dois compartimentos: o consciente e o inconsciente. Através do consciente, forma a mente o conhecimento das coisas, do mundo exterior proporcionado pelos cinco sentidos, pela reflexão, raciocínio,constituindo os pensamentos, que são imediata e imperceptivelmente enviados para o inconsciente, que é o depósito da memória. Jamais se poderá eliminar do subconsciente um pensamento seja bom ou mau. Porém os bons pensamentos estarão sempre à tona pelo recalcamento dos maus, esses rebaixados pelo esquecimento, graças a uma vida sadia dentro da ética, da moral cristã. Isto é, cultivar sempre bons pensamentos. Assim sendo, todos podem igualmente armazenar grande soma de conhecimentos no inconsciente, porém se destacam aquelas pessoas que têm maior facilidade de usá-los, pesando também na eficiência da escolha,qualquer deficiência física ou mental, inclusive o desgaste pela idade avançada – mesmo neste caso há exceções, pessoas que têm ultrapassado o centenário conservando perfeita lucidez. Importa ainda considerar que é o nosso Racionalismo Cristão uma escola de psiquismo e que nele se vem praticando desde a sua implantação a autêntica psicanálise na normalização psíquica das criaturas, através das sessões públicas de doutrinação, pela imprensa escrita neste conceituado jornal, e em programa radiofônico. Não temos a menor dúvida de que o dia em que o ensino da psicanálise for incluído internacionalmente no currículo escolar, em grau superior, ter-se-á varrido da face do mundo Terra a obsessão no seu mais alto grau, que é o nefasto "milagre" alimentado pelo inexistente sobrenatural. (O autor é Consultor jurídico da Casa-Chefe.) |
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