![]() |
![]() |
|
|
|
|
Sorte e azar não existem
Tharsila Prates Em mais de um volume da obra Cartas Doutrinárias, editada pelo Racionalismo Cristão, o consolidador da Doutrina, Antonio Cottas, orientou que sortes, azares e proteções divinas definitivamente não existem. Em suas palavras, "sortes e azares só existem na imaginação dos que ignoram ser o Universo regido por leis comuns, naturais e imutáveis, portanto, iguais, absolutamente iguais, para todos". Por isso, não adianta pensar que não temos sorte para isso ou aquilo ou que somos pessoas azaradas. Além do argumento da existência das leis comuns e imutáveis que regem tudo na vida, há o fato, repetido incansavelmente pela Doutrina, de que nada acontece por acaso. Sendo assim, sorte e azar não existem. Existe, sim, boa ou má assistência astral. Existe também falta de confiança em si mesmo, o que impede que a pessoa conquiste os seus objetivos. Se as pessoas estivessem conscientes disso, ninguém mais perderia tempo atrás da sorte ou escondido atrás do suposto azar, muito menos ficaria a pedir proteção a santos e deuses. "O homem de ação, que quer vencer na vida, não espera que os outros o ajudem. Ele ajuda a si mesmo, abrindo as portas do sucesso. A razão por que uns triunfam e outros fracassam está precisamente aí: o candidato à vitória não quer saber de ajuda, não perde tempo, persegue o êxito até alcançá-lo. Só tem valor o que resulta do esforço, do trabalho, da luta", escreveu Antonio Cottas, em resposta a uma dos milhares de cartas enviadas à Casa-Chefe. É inevitável compararmos, em algum momento, a nossa vida pessoal ou profissional com a do vizinho, do amigo ou do parente. Aí, vêm os questionamentos: por que ele pode isso e eu não? Por que ela conseguiu isso e eu, não? "Como sou azarado!", podem pensar alguns, mas devemos sempre lembrar – se possível até repetir mil vezes – que temos aquilo que merecemos, não no sentido de algum ser divino achar que merecemos ser rico ou pobre, com emprego ou sem, mas o que fizemos no passado para colher agora. Isso é o que determina a nossa vida. "O ser está sempre na posição que merece, preso ao campo correspondente. Tudo o que somos e o que nos rodeia é conseqüência dessa infalível justiça", escreveu o racionalista cristão José Amorim, em A saúde com a limpeza psíquica, outra obra do Racionalismo Cristão. Na minha opinião, portanto, ao invés de perdermos tempo em casas lotéricas e em orações aos deuses, devemos buscar o que realmente nos interessa, seja um bom casamento, um bom emprego, filhos, viagens, negócio próprio, enfim, buscar a relativa felicidade que o mundo Terra pode oferecer. Assim como as orações, também não podemos irradiar na intenção de pedir ajuda às forças superiores. Isso seria deturpar o sentido das irradiações, que funcionam como um banho astral para que tenhamos a assistência das forças superiores. Nós mesmos é que vamos realizar o que desejamos. Os conselhos de Antonio Cottas podem ajudar-nos a refletir: "A criatura esclarecida não perde tempo a implorar o que sabe depender dela mesma. Conhecendo o valor do pensamento como força de atração do bem e do mal, irradia-o com valor, entrega-se à luta, remove do seu caminho todas as dificuldades, e triunfa" (Cartas doutrinárias, volume 26). (A autora é jornalista) |
|
|
|
|