Lília Rodrigues da Silva Paiva
Há seres humanos que deixam que o mal crie raízes em seus espíritos
Nosso planeta passa por grandes turbulências, que geram catástrofes que
dizimam vidas e mais vidas. Nos últimos tempos está sendo operada grande
transformação para que se restabeleça o equilíbrio.
Quantas e quantas vidas aqui passaram os seres humanos, habitantes deste
planeta, vivendo grandes experiências, umas tristes e amargas, outras boas e
alegres! Não foi ainda, porém, o suficiente para o seu despertar, pois os
seres humanos ainda carecem de muitos conhecimentos, os quais sabem que
existem, mas não os querem procurar, por preferirem ficar na comodidade do
cotidiano, na mesmice do passar das horas, sem nada fazer, nada pensar, nada
progredir. E sofrem pelo desconhecimento da realidade da vida, que foi dada
ao ser humano em uma dualidade de corpo e espírito, exatamente para que este
se posicione e faça bom uso de tudo que o planeta oferece para que possa
processar a sua evolução.
Infelizmente, porém, muitos seres humanos trazem em seus espíritos a
selvageria de agredir e matar a sua própria espécie, trazem a ira das
guerras por alimentar a vaidade e mania de poder para subjugar os povos,
trazem o prazer da depredação que, pouco a pouco, está destruindo o planeta.
E assim vão vivendo, incorrendo em tantos erros, vícios, crimes, sem se
aperceberem de que um dia terão que prestar contas de todos os maus hábitos
e imperfeições.
Deixam que o mal crie raízes em seus espíritos de tal forma, que os leva à
degradação social, e aí deparamos com cenas terríveis que, por exemplo,
envolvem inocentes crianças, que são vendidas para se prostituírem. Elas nem
começaram a viver a infância e os folguedos que fazem parte do início da
vida do espírito neste mundo. E assim, cada vez mais, vão se envolvendo em
tantas situações, as mais calamitosas possíveis, achando que basta viver
essa péssima qualidade de vida e que tudo está bom.
Sabem, porém, que todo o Universo é regido por leis naturais e imutáveis às
quais tudo está sujeito, pois são irrevogáveis, nem por si próprias se
derrogam. E frente à lei de causa e efeito, do retorno e suas consequências,
são esses elementos que caem no mais profundo dos abismos, que é o abismo
espiritual, onde conhecem o sofrimento a ponto de sentirem a dor espiritual,
que é muito mais intensa que a dor física, pois é a dor da consciência,
queimando continuamente e, assim, se tornam esses elementos completamente
perturbados, por terem entrado na corrente negativa e deletéria do astral
inferior.
Quando desencarnam, o sofrimento é ainda maior, em função de que esses
espíritos não terão paz, porque serão dominados por falanges avassaladoras,
formadas por espíritos quedados na atmosfera da Terra.
Quando há, porém, o inverso de tudo isto, quando os seres humanos são
voltados para as boas ações, bons hábitos e costumes, são cumpridores dos
seus deveres, estes não perdem tempo na sua trajetória terrena, pois lutam,
trabalham, estudam. Têm consciência do que vieram aqui fazer mesmo que ainda
não conheçam a espiritualidade, mas no seu foro íntimo a centelha de luz
está sempre acesa, brilhando, exercendo seus atributos para que não se perca
tempo, esse tempo tão precioso para uma efêmera passagem do espírito por
este planeta-escola, no qual faz o seu percurso evolucional.
E quando muitos destes chegam às portas das casas racionalistas cristãs, não
importando o seu credo religioso, os aprendizados anteriores, notam grande
diferença, pois sentem, imediatamente, que estão dentro de uma escola de
alto nível de conhecimentos voltados para a espiritualidade. Muitos estavam
procurando por esses ensinamentos e, na busca, acabaram encontrando um campo
farto para saciar a sede de saber, conhecer, esclarecer-se, orientar-se e
assim vão, pouco a pouco, assimilando os ensinamentos tão belos da Doutrina
de Luiz de Mattos, e passam a perceber que estão vivendo outra realidade,
aquela que complementa e que traz felicidade e paz espiritual.
Muito se fala em sustentabilidade: ambiental, social, financeira etc. Não
haverá, porém, maior sustentabilidade para os seres humanos do que a
sustentabilidade espiritual encontrada no Racionalismo Cristão.
(A autora é Presidente da Filial Belo Horizonte, MG)
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