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A maravilha do terceiro milênio
Lília Rodrigues da Silva Paiva Quando menina, eu tinha muita curiosidade sobre o século XXI, pois desde os anos 60 se faziam filmes de ficção científica sobre viagens espaciais, em que seres de outros planetas vinham à Terra com o intuito destruí-la. Outras vezes os filmes mostravam a decadência dos seres humanos, a falta de água, de petróleo, de comida, fatos que tornavam as pessoas temerosas, levando-as a acreditar no fim do mundo no ano de 2000. Então eu perguntava ao meu pai: “Como pode o mundo acabar, se a cada dia se descobre algo de novo para auxiliar as pessoas e o Racionalismo Cristão ensina que as pessoas não morrem, mas, ao contrário, o corpo acaba e o espírito continua a viver?” Então meu pai me levava para passear no campo, onde sentávamos na relva, e dizia: “O mundo não acabará, o que acabará será a ignorância das pessoas com relação à vida do espírito, para que se acelere a evolução dos seres humanos.” E lia os livros Racionalismo Cristão e a Vida fora da Matéria, me ensinando e respondendo as perguntas que eu fazia. Para cada uma ele tinha a resposta. Certo dia perguntei: “Quantos anos tem o Redentor?” Ele me disse, não me lembro da resposta, e quis saber: “Quando ele fizer 100 anos, eu vou ver?” E ele disse: “Muitos de nós não estaremos aqui, inclusive eu, mas você verá acontecer a maravilha do terceiro milênio, quando a Doutrina completará 100 anos.” Tempos de alegria e felicidade na convivência com meu pai, que sempre nos orientou dentro dos princípios do Racionalismo Cristão. O tempo passou, parece que foi ontem que ouvi tudo isto do meu pai, e hoje olho para trás e vejo que muito caminhei com ele, aprendendo cada vez mais os preceitos e princípios do Racionalismo Cristão. MILITÂNCIA. Em 1982, me alistei como militante na Filial Belo Horizonte, e desde então vi muitos fatos ocorrerem na Doutrina, pessoas que muito trabalharam abnegadamente de corpo e alma para levar adiante o grande tesouro que Luiz de Mattos lançou no intuito de alcançar todos que desconhecem o que seja a vida espiritual, tão bem explicada nas obras editadas, nas reuniões públicas, de desdobramento e de leitura. A dedicação dos grandes mestres Luiz de Mattos e Luiz Thomaz foi tão grande e intensa, que não existe um ser humano capaz de mensurá-la. Eles deixaram a Doutrina em terreno sólido e ao mesmo tempo fértil, e a expansão, por meio da abertura de casas, foi dando maior solidez à grande Obra. Quando se aproximava 2010, o ano da comemoração do centenário da Doutrina e do sesquicentenário do nascimento de Luiz de Mattos, tivemos a felicidade de ver nos olhos de cada pessoa o desejo de estar presente às comemorações da marcante data, que resplandecerá para sempre na memória de todos que vivenciaram tão belos momentos; e estes vão passar para os vindouros tudo o que ocorreu na trajetória da Doutrina para que chegasse a um século de existência com soberania, envolvendo o nosso mundo em um círculo luminoso em que todos puderam ver quanto a Doutrina percorreu e prever quanto percorrerá, num trajeto cujo início sabemos, mas o fim nunca saberemos, até porque ele nunca existirá, pois outros espíritos já estão prontos para encarnar e outros já encarnados se preparam para levar adiante o Racionalismo Cristão. Amigos, quantos lutaram e quiseram ver esta data magna, mas não conseguiram em função do término de suas existências físicas. Muitos em seus planos espirituais, porém, assim como nós em plano físico, pudemos ver a beleza da comemoração. Nossa maior felicidade foi constatar que, embora ausente dos trabalhos, tivemos a honra, a alegria de termos ainda em vida física nossos queridos amigos dr. Humberto Machado Rodrigues e Marluce de Oliveira Rodrigues, pilares de nossa Doutrina. Se o Racionalismo Cristão conseguiu chegar aos 100 anos, parte deste feito está no trabalho hercúleo de Humberto Machado Rodrigues, que soube escolher um espírito de escol para dar continuidade às atividades da Doutrina, Gilberto Silva. Graças a este dirigente, foi possível proporcionar a tantas pessoas conhecer e ver de perto a Casa-Berço, em Santos, e a Casa-Chefe, no Rio de Janeiro. Amigos, podemos considerar-nos felizes por termos alcançado esse momento soberano e belo, sublime e lindo, sutil e tênue, poderoso e forte, que contagiou de alegria todos que desfrutaram de poder vivenciar a maravilha do terceiro milênio – o centenário do Racionalismo Cristão. (A autora é presidente da Filial Belo Horizonte, MG) |
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