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É possível evitar a toxoplasmose
No artigo anterior verificamos que a toxoplasmose é a doença provocada pelo Toxoplasma Gondii, um protozoário (animal de uma célula apenas) que vive dentro de células de outros animais. Multiplica-se e causa a ruptura da célula invadida, destruindo-a, o que resulta em focos de necrose, que é o apodrecimento do tecido. A resposta imunológica do paciente é que controla o processo agudo. Existe também um quadro de infestação assintomática e que não produz a doença toxoplasmose.
Entre as manifestações clínicas podemos encontrar:
Linfadenopatia (doença dos gânglios linfáticos que ajudam na defesa do organismo) - manifestação clínica encontrada com a maior freqüência na toxoplasmose aguda. Os cervicais são os mais comprometidos e, na ocorrência de nódulos abdominais, pode haver forte dor, simulando quadro cirúrgico. Podemos observar febre, confusão, mal-estar, rigidez de nuca, dor muscular e das articulações, dor de garganta, urticária, aumento do baço e do fígado. Esse comprometimento pode desaparecer sem tratamento, porém o processo é arrastado.
Comprometimento ocular - na maioria dos casos é unilateral e decorrente de infecção congênita. Podemos observar dor, visão embaçada, manchas, aversão à luminosidade, escoamento constante de lágrimas; pode levar ao glaucoma e cegueira.
Em pacientes com deficiência imunológica, com portadores de síndrome de imunodeficiência adquirida (Aids), transplantados em uso de medicação contra rejeição, pacientes em quimioterapia para câncer, podem ocorrer formas graves com comprometimento do sistema nervoso central que podem levar à morte.
O diagnóstico é feito através do isolamento do microorganismo no sangue ou nos líquidos orgânicos, e pelos testes sorológicos. A necessidade e a duração do tratamento são determinados pela gravidade da doença e pela anormalidade clínica subjacente.
Observamos no artigo anterior que a contaminação pode ocorrer através de transfusão de sangue, e também da forma transplacentária em gestantes, e que o acompanhamento pré-natal com tratamento adequado pode evitar o comprometimento do bebê.
As formas mais comuns da contaminação são através de carnes contaminadas, e por isso não devemos comer a carne crua. O processo de cozimento à 60°C ou congelamento a menos 20°C destroem o agente causador da doença. Outra forma de contaminação é através de fezes de gatos (1% dos gatos) e por isso devemos lavar muito bem as mãos e os alimentos, pois essa transmissão ocorre por via oral.
Robinson Botelho de Faria
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