Tudo passa: o bom e o mau

Nos últimos dias, estive envolvida com assuntos como Motivação, Liderança e Gestão de Pessoas. Ouvi muito sobre aquilo que já conhecia pelos livros do Racionalismo Cristão. Mas nunca é demais lembrar coisas do tipo: "O impossível de ontem é a realidade de amanhã", "Temos medo de ser quem somos e, mais adiante, descobrimos: 'Não sabia que eu sabia. Não sabia que eu podia'.

Se pensarmos bem, vamos lembrar de episódios desagradáveis pelos quais passamos e que, realmente, já passaram. Acabou. Muitas vezes, durante os momentos difíceis, pensamos: "E agora, como vou sair dessa?", "Quando isso tudo irá acabar?", "Será que eu merecia mesmo passar por tudo isso?".

O ditado "Depois da tempestade, sempre vem a bonança" não surgiu por acaso. Os momentos felizes não são eternos. Já ouvi dizer que o bom disso é que a gente pode inferir também o contrário: os momentos difíceis não são eternos. Sabendo que eles passam, temos o dever de nos comportar conforme orienta a nossa Doutrina. Nada de lamúrias, de desespero, de inércia.

Num lindo capítulo, em Retalhos de vida, Olga Brandão C. de Almeida nos diz que reagir é vencer. Ela diz mais: "Os cumes inacessíveis se referem às montanhas, mas nunca à vida moral." Por isso, o que pensamos que hoje está longe pode estar perto amanhã. A pessoa que tem, profundamente, a vontade de evoluir deve ter a sabedoria de saber esperar.

"Paciência! Paciência! O que não se consegue hoje, consegue-se amanhã, e assim por diante... É preciso compreender que o êxito muito rápido embota a satisfação do dever cumprido, e que os revezes é que dão forças para dominar as horas difíceis", nos ensina esta que foi uma grande mulher.

Ainda esses dias, tive aula com uma psicóloga que nos perguntou: "O que você faz para as coisas estarem como estão?" Nós, que somos racionalistas cristãos, sabemos que nada acontece por acaso, tudo obedece a leis naturais e imutáveis. Concorremos para tudo o que acontece conosco, seja o que for. Está aí mais um motivo para passarmos pelos momentos difíceis com mais inteligência e menos revolta.

Permitam-me mais uma vez recordar o que Olga de Almeida escreveu. "Por que esse desânimo, se não duvido da força interior que todos nós possuímos? (...) Por que esse desânimo, se possuo, como ser humano, inteligência que me dá forças para mandar em meu mundo interior?" São palavras que encerram ensinamentos tão grandiosos que devem ser lidas todos os dias, e não só nos momentos de aperto.

Não podemos nos descuidar nunca de que somos constituídos por Força e Matéria. A nossa Força não é um enfeite. É ela que deve nos guiar, não no sentido bíblico, mas no sentido de que não podemos abrir mão dela para fazer seja o que for. "A força criadora interior não raciocina. Somente realiza o que você ordena", escreve Olga de Almeida, também em Retalhos de vida. Então, experimente dizer "Eu quero", "Eu posso", "Eu vou conseguir".

Tharsila Dantas Prates
A autora é Jornalista


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