Vícios na juventude

George André Rodrigues Maia

Ação educativa deve ter, discretamente, controle e vigilância

Constantemente presenciamos episódios de sofrimento e malefícios provocados pelos espíritos do astral inferior, mas recentemente, numa costumeira viagem pelo interior do estado, pude presenciar algo que nunca tinha visto nos meus 42 anos de vida: uma multidão de jovens preparando-se para uma  festa  rave. Ao me aproximar do armazém interiorano onde costumo comprar queijos e goiabada, me deparei com um número assustador de jovens, meninos e meninas em tenra idade, que chegavam em caravanas, todos precariamente vestidos para o clima de maio e portando garrafas de bebidas alcóolicas, latinhas de cerveja e cigarros.

De um sítio em frente ao armazém podíamos ouvir a música eletrônica, cujas notas repetitivas e batidas constantes aumentavam nosso desalento. Muitos jovens dementados olhavam para o nada e não se mexiam, uns bebiam e fumavam e outros pulavam e se contorciam numa dança frenética. Fiquei perplexo perante situação tão desairosa. Num dado momento pensei em meu querido filho, que neste mês completa sete anos e que já conhece o Racionalismo Cristão. O que seria um simples passeio transformou-se num momento de reflexão.

Luiz de Mattos, educador nato, nos ensina que é na infância que se constrói toda a base, todo o suporte que terá que sustentar o edifício da encarnação, e na mocidade estão presentes as mais altas aspirações e os grandes ideais da vida. E prossegue: uma nação será sempre grande à medida que puder confiar na sua juventude, para a qual se voltam, permanentemente, as esperanças dos mais velhos (obra básica Racionalismo Cristão).

Controle e vigilância discretos são duas práticas que devem estar sempre presentes na ação educativa dos pais. Dize-me com quem andas que te direi quem és – eis o que um velho provérbio define. As más companhias são sempre prejudicais e a tendência para o mal é uma realidade, tanto mais que para ela concorrem a influência sempre nefasta do astral inferior e os erros acumulados em encarnações passadas  (obra básica Racionalismo Cristão).

Em relação ao pensamento, Luiz de Mattos nos ensina:  pensando mal o ser humano não só transmite, mas também capta na mesma intensidade, queira ou não, pensamentos afins e os efeitos desses pensamentos maléficos. Essas correntes produzem os mais sérios danos em distúrbios físicos e psíquicos (obra básica Racionalismo Cristão).

Quanto aos vícios, nos alerta:  os espíritos desencarnados dão, no astral inferior, expansão aos vícios que alimentavam em corpo humano.

Assim, se têm vontade de fumar, encostam-se ao encarnado que está fumando e experimentam, por indução, o mesmo prazer que este sente. De igual modo procedem com relação aos demais desejos, daí se podendo concluir que todos os espíritos encarnados possuidores de vícios se entregam, como instrumentos inconscientes, à satisfação dos que alimentam os espíritos do astral inferior. E prossegue:  nem sempre os desejos viciosos partem das criaturas encarnadas. Muitas vezes são os obsessores viciados que as acompanham, que as despertam e as intuem para saciá-los. A perversidade com que podem agir os espíritos do astral inferior é quase ilimitada.

Em Vibrações da Inteligência Universal, Luiz de Mattos esclarece que a superioridade humana existe à medida que a alma de cada um se esclarece e aprimora seus sentimentos, o seu saber na investigação dos porquês de todas as coisas. E prossegue, afirmando:  a criatura humana sem moral é o mesmo que uma flor sem perfume, um diamante sem burilação, um corpo sem vida real, uma vida inteiramente perdida... quem não tem moral não pode ser superior, não pode ser respeitado e muito menos temido, porque é escravo do vício, da mentira e de todas as misérias.

Dr. Antônio Pinheiro Guedes, em seu magnífico livro Ciência Espírita, explica-nos que a vontade, ao contrário do que muitos imaginam, é antagônica ao desejo, sendo o alicerce do caráter pela resistência que faz às tentações. O livre-arbítrio é a vontade, esclarecida pela razão, perante a consciência.

O mau uso do livre-arbítrio é contraproducente e contra-evolutivo. Logo, é imperioso alertarmos os jovens sobre o dever moral que todos temos para com a humanidade, afastando-os dos vícios gerados pelos desejos incontrolados. Tem a juventude, nas obras editadas pelo Racionalismo Cristão, extenso manancial de esclarecimentos úteis em todos os momentos de suas vidas.

(O autor é freqüentador da Filial Campos dos Goytacazes - RJ)

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