Wilson Carnevalli

61 anos de militância

Wilson Carnevalli nasceu em São José dos Campos (São Paulo) em 3 de janeiro de 1924 e faleceu em 9 de janeiro de 2001. Filho de Romeo e Deolinda Carnevalli, casou-se com Helena Barbosa Carnevalli em 27 de Janeiro de 1957. O casal teve três filhos, Wilson, Yara e Perseu, todos criados sob os princípios racionalistas cristãos.

Todas as noites, Wilson fazia irradiação com os filhos e a esposa. Aos domingos, fazia irradiação na mesa do almoço, na sala, todos reunidos, com fecho e bastão. Cada vez era uma filho que ficava com o bastão. Hoje todos são seguidores dos princípios da Doutrina.

Como sempre leu muito, Wilson era marcante por suas frasescélebres”, que ficaram marcadas e são lembradas o tempo todo.

Wilson frequentava o Correspondente São José dos Campos desde os 12 anos, e aos 15 anos iniciou como militante. Conheceu a Doutrina por meio do seu patrão (sr. Hugo, alfaiate em São José dos Campos), e, embora de família católica, abraçou totalmente os princípios racionalistas cristãos. Aos 16 anos, em 1940, mudou-se para São Paulo e tornou-se militante da Filial São Paulo. Sua responsabilidade inicial era servir água à assistência. Foi militante da Filial São Paulo por 61 anos.

Wilson empenhou-se totalmente para o desenvolvimento da Doutrina. Foi um dos fundadores do Grêmio Cultural e Recreativo 3 de Janeiro, juntamente com João Frandoli, Naylor Perez, Joaquim Rodrigues.

 

O HOMEM. De personalidade marcante, postura serena e controle mental extraordinário, Wilson conseguia manter-se calmo o tempo todo.

Sofreu um acidente em 1971, com 47 anos. Teve fratura de crânio, com sérios danos cerebrais. Ficou entre a vida e morte por 30 dias, mas recuperou-se plenamente, apesar das sequelas.

Princípios firmes e comportamento absolutamente de acordo com os ensinamentos  racionalistas cristãos fizeram de Wilson Carnevalli referência entre amigos e parentes. Muitos assistentes e militantes referem-se a ele como um exemplo que procuraram seguir. Gostava de trabalhar durante as reuniões junto ao público e com isto angariou muitos amigos e admiradores. Os parentes ouviam atentamente seus conselhos. Organizou com a esposa almoços que ficaram famosos entre os militantes. Foi durante anos, junto com outros militantes dedicados, artífice de uma comunidade unida. Uma amizade sincera e profunda foi construída entre militantes, assistentes  e respectivos filhos, graças às atividades patrocinadas por este grupo de militantes.  

A família foi um valor para ele. Construiu um lar harmonioso, muito unido e sempre bem assistido. Parentes, de maneira geral, gostavam de visitá-lo porque reconheciam o bom ambiente da casa, e diziam: “Aqui me sinto bem, fico calmo.”

Era o penúltimo de dez filhos e perdeu o pai ao sete anos. Em consequência, não teve oportunidade para estudar, queria fazer engenharia, mas cursou a escola apenas até o quarto ano primário. Depois, teve aulas particulares com o dr. Sinforiano Varejão, militante da Doutrina.

Profissionalmente teve muito sucesso como alfaiate. Chegou a ter vários funcionários e um bom padrão de vida. Conseguiu dar estudo a todos os seus filhos e deixar a viúva em condição financeira confortável.

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